Incertezas globais marcam o Fórum de Davos e Brasil tem participação discreta, afirma estrategista

Fórum de Davos destaca instabilidade global e baixa presença brasileira, alertando para riscos econômicos e geopolíticos.
23/01/2026 às 14:02 | Atualizado há 2 semanas
               
Davos 2024 reflete cautela frente a desafios econômicos globais e incertezas futuras. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O Fórum Econômico Mundial em Davos destacou um cenário global de instabilidade com riscos geoeconômicos em alta. Tensões políticas e sanções afetam cadeias produtivas e mercados, criando um ambiente de volatilidade.

No evento, o debate sobre a disputa pela Groenlândia e as ameaças comerciais sobressaíram, enquanto temas como transição energética foram menos priorizados. A participação do Brasil foi tímida, com pouca visibilidade frente a investidores.

Essa situação pode impactar o fluxo de capitais e a influência do país no cenário internacional, em meio a uma nova ordem mundial marcada por multipolaridade e desafios para a cooperação global.

O Fórum Econômico Mundial em Davos revelou um cenário global marcado pela instabilidade e fragmentação. Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o relatório anual de riscos destacou que os riscos geoeconômicos passaram a ser a maior preocupação dos agentes econômicos, com tensões políticas e o uso de sanções afetando diretamente cadeias produtivas e mercados.

O debate sobre a disputa entre Estados Unidos e Dinamarca pela Groenlândia chamou atenção e desviou o foco das discussões tradicionais, como transição energética e inteligência artificial. O discurso do presidente Donald Trump, com críticas à Europa e ameaças de tarifas, indica que o tema comercial pode sofrer novas tensões, o que pressiona a inflação e a estabilidade econômica.

Esse ambiente reflete uma nova ordem mundial, onde a multipolaridade cresce, mas o multilateralismo perde espaço. Potências médias e grandes disputam influência regional, enquanto normas locais, como tarifas e sanções, limitam a cooperação internacional e podem retardar inovações. Isso eleva o risco de interrupções nas cadeias produtivas e aumenta a volatilidade nos mercados.

No evento, o Brasil teve presença reduzida, representado apenas pela ministra Esther Dweck. A falta de autoridades com maior peso político pode afetar a visibilidade do país frente a investidores internacionais, o que tende a impactar o fluxo de capitais e a participação em índices globais.

As tensões evidenciadas em Davos indicam que a economia mundial seguirá sujeita a riscos geoeconômicos e comerciais, com efeitos sobre inflação e crescimento, exigindo atenção constante dos mercados globais.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.