Itaú projeta início de cortes na taxa Selic para março e alerta sobre risco fiscal

Itaú revisa projeção e indica corte da Selic em março, mantendo alerta para riscos fiscais no Brasil.
23/01/2026 às 15:03 | Atualizado há 6 horas
               
Banco prevê corte inicial da Selic e taxa em 12,75% ao ano no fim de 2026. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Itaú Unibanco atualizou sua projeção macroeconômica e agora espera que o ciclo de cortes na taxa Selic comece somente em março de 2026, não mais em janeiro. A taxa, atualmente em 15%, deve ser reduzida aos poucos, chegando a 12,75% ao fim do ano e 11,75% em 2027, ainda em um patamar considerado restritivo.

O banco também elevou a previsão de crescimento do PIB para 1,9% em 2026, graças a um cenário externo mais favorável e estímulos fiscais. A inflação deve se manter em 4% nos próximos dois anos, com aumento nos preços dos alimentos.

Quanto ao risco fiscal, o Itaú destaca a possibilidade de maior gasto público em ano eleitoral, o que pode aumentar o déficit e pressionar as regras fiscais. Para manter a dívida pública estável, será necessário um superávit primário médio de 3% do PIB no médio prazo.

O Itaú Unibanco revisou sua projeção macroeconômica para 2026 e agora espera o início do ciclo de cortes na Selic a partir de março, não mais em janeiro. A expectativa é que a taxa básica de juros, atualmente em 15%, seja reduzida gradualmente, alcançando 12,75% no fim de 2026 e 11,75% em 2027, mantendo-se em patamar considerado restritivo.

O comitê de política monetária, o Copom, deve manter a taxa na próxima reunião, conforme a maioria do mercado, que hoje avalia em 87% a chance de manutenção. Há um mês, essa expectativa era de 62%. A decisão reflete confiança nos sinais recentes de desaceleração da economia e melhora da inflação, ainda que o banco destaque que os preços de serviços seguem pressionados enquanto a queda da inflação é mais concentrada em bens.

Para 2026, o Itaú também elevou a projeção do crescimento do PIB, que passou de 1,7% para 1,9%, influenciada por um cenário externo mais favorável e estímulos fiscais. Em 2027, o crescimento esperado é de 1,7%. A inflação medida pelo IPCA deve ficar em 4% tanto em 2026 quanto em 2027, com aumento nos preços de alimentos, principalmente devido ao ciclo das proteínas.

Na área cambial, a projeção para o dólar é de R$ 5,50 em 2026 e R$ 5,70 em 2027. O real deve continuar pressionado pela situação doméstica e cenário eleitoral, apesar do fortalecimento da moeda americana estar limitado pela deterioração das contas externas do Brasil.

Sobre o risco fiscal, o banco aponta para um déficit primário de 0,8% do PIB em 2026. A possibilidade de maior gasto público em ano eleitoral pode elevar o risco de rompimento das regras do arcabouço fiscal. Para estabilizar a dívida pública em torno de 80% do PIB, estima-se a necessidade de superávit primário médio de 3% do PIB no médio prazo.

Via InfoMoney

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