Fósseis encontrados no Nordeste brasileiro mostram que as onças-pintadas da Era do Gelo caçavam grandes presas, como preguiças-gigantes e o Xenorhinotherium bahiense, que podia pesar quase uma tonelada.
Estudos indicam que esses felinos mantinham um nicho ecológico semelhante ao atual, buscando grandes herbívoros, o que explica seu tamanho superior comparado às onças modernas. Após a extinção da megafauna, adaptaram-se a presas menores, como antas e capivaras.
Também foram identificados vestígios de conflitos entre grandes felinos, sugerindo disputas por alimento ou parceiros. A pesquisa publicada no periódico Ichnos ajuda a entender a evolução e sobrevivência dessa espécie símbolo da fauna brasileira.
Onças-pintadas da Era do Gelo já caçavam presas de quase uma tonelada, revelam fósseis antigos do Nordeste brasileiro. Novos estudos indicam que esses felinos abatiam megamamíferos como a preguiça-gigante e o estranho Xenorhinotherium bahiense, esse último pesando cerca de uma tonelada. As marcas nos ossos dessas feras mostram sinais compatíveis com mordidas da onça daquela época.
Segundo o paleontólogo Mário Dantas, da UFBA, a onça daquela época mantinha um nicho ecológico semelhante ao atual, caçando grandes herbívoros, o que pode explicar seu tamanho superior comparado ao das onças modernas. Com a extinção da megafauna e do dente-de-sabre, a espécie diminuiu e adaptou-se às novas presas, como antas e capivaras.
Curiosamente, foram encontrados também traços de ataques entre grandes felinos nas cavernas da Bahia, sugerindo que as onças pleistocênicas travavam confrontos para disputar comida ou parceiros. Essa dinâmica ressalta o comportamento feroz desses predadores mesmo em ambientes hostis da época.
O estudo, publicado no periódico Ichnos, envolveu pesquisadores de várias universidades brasileiras e oferece insights sobre a interação das onças com a megafauna do Pleistoceno, lançando luz sobre a sobrevivência e evolução dessa espécie que permanece símbolo da fauna brasileira até hoje.
Esses achados ampliam a compreensão sobre os ecossistemas pré-históricos e trazem pistas sobre como a onça-pintada resistiu às mudanças naturais e sobreviver à era dos gigantes.
Via Folha de S.Paulo