Cade rejeita recurso da Petlove contra fusão entre Petz e Cobasi

Cade rejeita recurso da Petlove contra fusão Petz-Cobasi e autoriza venda de lojas para garantir concorrência.
24/01/2026 às 09:23 | Atualizado há 9 horas
               
Processo pode ser finalizado, mas cumprimento de medidas como venda de lojas está pendente. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O Cade recusou o recurso da Petlove sobre a fusão entre Petz e Cobasi, mantendo as condições aprovadas para o acordo. A operação exige a venda de 26 lojas, principalmente em São Paulo, para preservar a concorrência no mercado.

A Petlove questionou a venda das lojas para vários compradores, mas o Cade destacou que a venda múltipla é uma exceção controlada. O processo agora avança para a execução das medidas previstas.

Com a fusão, surge a maior rede de petshops do país, com 480 lojas e faturamento de cerca de R$ 7 bilhões. Além da Petlove, outras duas empresas têm interesse nas lojas que serão vendidas.

O Tribunal do Cade rejeitou o recurso da Petlove sobre esclarecimentos no acordo que autorizou a fusão entre Petz e Cobasi. A decisão indica que não há necessidade de explicações adicionais, deixando o caso próximo da conclusão no conselho. A aprovação da operação foi condicionada à venda de 26 lojas, principalmente em São Paulo, para garantir concorrência.

Apesar da negativa, o processo segue para a fase de execução das medidas, como o desinvestimento. A Petlove contestava a possibilidade de vender as lojas para mais de um comprador, enquanto conselheiros defendiam a venda para um único adquirente. O relator José Levi explicou que a venda a múltiplos compradores é exceção e conta com salvaguardas.

Com a fusão, anunciada em agosto de 2024 e aprovada em dezembro, surge a maior rede de petshops do país, com mais de 480 lojas em cerca de 20 estados e faturamento próximo de R$ 7 bilhões. O pacote de lojas a ser vendido representa 3,3% do faturamento dos últimos 12 meses da rede combinada, dividido igualmente entre Petz e Cobasi.

Desde a aprovação, a Petlove tem se posicionado como potencial compradora do conjunto de lojas, buscando fortalecer sua atuação no mercado. A companhia afirma que a medida imposta não é suficiente para criar rival efetivo capaz de competir com a nova rede. Além dela, outras duas empresas demonstram interesse nos ativos a serem vendidos.

Via InvestNews

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