A ciência do toque humano e os desafios para replicá-lo em robôs

Entenda os desafios de reproduzir o toque humano em robôs e os avanços da tecnologia tátil na robótica.
24/01/2026 às 10:02 | Atualizado há 5 horas
               
A legenda deve destacar que replicar a pressão dos dedos em mãos robóticas é mais complexo do que parece. (Imagem/Reprodução: Super)

Robôs avançam no reconhecimento visual, mas o toque humano ainda é difícil de reproduzir. O tato envolve múltiplos sensores no corpo, que captam vibração, textura e pressão de forma ativa e complexa.

Essa complexidade torna difícil para máquinas sentirem o ambiente como humanos. Estudos mostram que o toque envolve inteligência distribuída pelo corpo, como nos polvos, que usam neurônios nos braços para movimentos adaptativos locais.

Avanços incluem simuladores que treinam profissionais de saúde com sensibilidade ao toque. Futuramente, robôs com sensibilidade tátil poderão apoiar cuidadores, mas desafios técnicos e regulatórios ainda precisam ser superados.

Robôs vêm avançando muito no reconhecimento visual, mas reproduzir o toque humano ainda é um desafio. Isso acontece porque o tato não se resume a um simples mapa de pressão na pele. Nosso corpo tem múltiplos mecanorreceptores, responsáveis por captar vibração, alongamento, textura, entre outros estímulos. Além disso, o toque humano é ativo: pressionamos, deslizamos e ajustamos constantemente para entender o ambiente.

Essas características tornam difícil para robôs sentirem o mundo de forma natural. Pesquisas em robótica suave indicam que parte da “inteligência” do toque está distribuída pelo corpo, não concentrada somente no cérebro. Um exemplo é o polvo, que usa neurônios espalhados pelos braços para gerar movimentos adaptativos localmente.

Nosso tato é um dos primeiros sentidos a se desenvolver antes do nascimento, ajudando a aprender as propriedades físicas do mundo. Para robôs alcançarem níveis humanos de interação, eles precisam sentir seu entorno por meio da sensibilidade tátil, não apenas pela visão.

Há avanços como simuladores robóticos que treinam profissionais de saúde, capazes de responder a toques delicados reproduzindo sinais de dor ou desconforto. Isso mostra como o toque humano envolve detalhes como o toque funcional e afetivo, importantes para a segurança e bem-estar nas relações.

Robôs com corpos flexíveis e sensoriais poderão apoiar cuidadores e idosos no futuro, mas ainda enfrentam desafios técnicos e regulatórios. A próxima geração de máquinas trará, finalmente, uma sensibilidade tátil distribuída, aproximando a inteligência artificial da complexidade do toque humano.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.