Robôs e Inteligência Artificial: Quando a Automação Impactará o Trabalho no Brasil?

Especialistas discutem em Davos o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e as mudanças que virão.
24/01/2026 às 20:42 | Atualizado há 7 horas
               
Discussões em Davos destacam o impacto da IA com líderes globais presentes. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Discussões em Davos destacaram dúvidas sobre o futuro do emprego com o avanço da inteligência artificial. Especialistas trazem visões distintas sobre o ritmo de automação e seus efeitos.

Larry Fink, da BlackRock, vê crescimento de empregos em vários setores, enquanto Kristalina Georgieva, do FMI, alerta que 40% das vagas podem ser afetadas, entre transformações e perdas.

Profissionais apontam que áreas como advocacia e bancos já sentem substituições. A reflexão é sobre o equilíbrio entre progresso tecnológico e os desafios sociais e econômicos que isso traz.

Discussões em Davos trouxeram à tona dúvidas sobre o futuro do emprego diante da disseminação da inteligência artificial. Enquanto Larry Fink, CEO da BlackRock, destaca que o investimento na área é o maior da história e deve criar empregos em múltiplos setores, Kristalina Georgieva, diretora do FMI, alerta para um “tsunami” no mercado, prevendo que 40% das vagas serão afetadas, seja por transformação ou eliminação.

Jensen Huang, da Nvidia, explica a estrutura da AI como várias camadas que vão da energia aos modelos de linguagem, o que contribui para geração de empregos em diversas frentes. Porém, Fink ressalta que já há substituição de profissionais, por exemplo, em escritórios jurídicos e bancos.

Especialistas como Dario Amodei, da Anthropic, preveem que a automação do desenvolvimento de código será total em poucos meses, enquanto Demis Hassabis, da Google DeepMind, acredita que levará mais tempo para alcançar a inteligência artificial geral (AGI), que superaria habilidades humanas. Hassabis defende um avanço mais lento para focar em segurança e governança.

A monetização da AI também foi tema, com Hassabis demonstrando surpresa diante da decisão da OpenAI de incluir anúncios no ChatGPT gratuito. A Alphabet, dona do Google, não planeja o mesmo no Gemini, seu chatbot concorrente.

Sam Altman, CEO da OpenAI, não participou de Davos, mas busca levantar até US$ 50 bilhões para expansão, mirando valuation entre US$ 750 e 830 bilhões.

Essa conjuntura evidencia o equilíbrio entre avanço tecnológico e desafios econômicos e sociais, enquanto a indústria aposta no futuro da inteligência artificial com cautela e grandes expectativas.

Via Brazil Journal

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