Tarifas de Trump afetam a economia, mas só quando realmente aplicadas

Entenda como as tarifas impostas por Trump realmente afetam a economia apenas quando são de fato implementadas.
25/01/2026 às 08:02 | Atualizado há 2 semanas
               
A ameaça de tarifas fortalece a negociação, mas perde eficácia com o tempo. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Donald Trump adotou uma estratégia comercial marcada por frequentes ameaças de tarifas, mas costuma impor apenas uma parte delas. Exemplo recente é a retirada da tarifa contra países europeus ligada à Groenlândia. Muitas ameaças, como tarifas contra México e Canadá, foram só propostas e não se concretizaram.

Trump acredita que essa tática fortalece a negociação dos EUA e traz concessões, mas especialistas indicam que os parceiros comerciais estão se adaptando, diminuindo a eficácia. A retirada da tarifa ocorreu após protestos e ameaças de retaliação, mostrando a complexidade dos acordos comerciais.

Mesmo com recuos, as tarifas geram receita mensal significativa e provocam volatilidade no mercado. O padrão das ameaças frequentes e recuos ficou conhecido como “TACO trade”, refletindo dúvidas sobre a credibilidade dessas medidas.

Donald Trump adotou uma estratégia comercial marcada por ameaças frequentes de tarifas, mas tem imposto apenas uma fração dessas medidas. A retirada recente de uma tarifa contra países europeus relacionada à Groenlândia ilustra essa prática. Entre as ameaças não concretizadas estão tarifas amplas contra México, Canadá, semicondutores e filmes estrangeiros, além de tarifas secundárias sobre países que negociam com adversários dos EUA, como o Irã.

Trump defende que essa tática aumenta o poder de negociação dos EUA, permitindo concessões comerciais e acesso a recursos estratégicos. No entanto, especialistas observam que as contrapartes começam a se adaptar, reduzindo a eficácia das ameaças. A retirada da tarifa contra a Europa ocorreu após reações duras e ameaças de retaliação, especialmente da China, que alertou para bloqueio de exportação de minerais essenciais.

O episódio envolvendo a Groenlândia gerou tensão entre os EUA e a União Europeia, colocando em xeque acordos comerciais recentes. Após pressões, Trump anunciou um acordo que acalmou momentaneamente os ânimos, mas detalhes seguem obscuros. Mercados financeiros reagiram com volatilidade às ameaças e recuos tarifários, criando uma expectativa constante de reversões.

Mesmo com muitas isenções e recuos, as medidas de Trump geram receita mensal estimada em US$ 30 bilhões para o governo americano, sem impactar significativamente os preços ao consumidor. A Casa Branca destaca operações militares recentes como prova de sua determinação. O padrão dos anúncios tarifários e recuos frequentes ficou conhecido como “TACO trade” (Trump Always Chickens Out), refletindo a dúvida sobre a credibilidade das ameaças.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.