Santander identifica ações fora do consenso e classifica Banco do Brasil como complacente

Santander aponta Banco do Brasil na categoria de complacência e avalia ações fora do consenso em análise detalhada.
25/01/2026 às 10:22 | Atualizado há 8 horas
               
Santander destaca ações fora do consenso para estratégias compradas e vendidas. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O Santander analisou o mercado e identificou ações que estão fora do consenso, destacando empresas com potencial subestimado ou superestimado. A análise divide as ações em quatro categorias: compostos sub-alocados, geração de caixa mal precificada, empresas pouco acompanhadas e complacência.

No segmento de complacência, o Banco do Brasil foi incluído devido a riscos no agronegócio, provisões elevadas e restrições causadas pela intervenção governamental. O objetivo é mostrar como esses fatores influenciam o valuation e a flexibilidade da instituição.

Outras empresas, como Orizon e Suzano, foram apontadas como subestimadas, enquanto Lojas Renner e Marcopolo possuem geração de caixa mal avaliada. O relatório oferece uma visão clara para investidores sobre oportunidades e riscos.

O Santander identificou ações que, segundo sua análise, estão fora do consenso do mercado, tanto para posições compradas quanto vendidas. O objetivo é apontar empresas cujo potencial está sendo subestimado ou superestimado, especialmente num momento em que há uma migração de investimentos de ações de crescimento para ações de valor, categoria que inclui o Brasil.

As ações selecionadas se dividem em quatro grupos, baseados em distorções percebidas: compostos sub-alocados, histórico de geração de caixa mal precificado, empresas pouco acompanhadas e complacência.

No grupo dos compostos sub-alocados, o banco destaca a Orizon Valorização de Resíduos, enfatizando seu papel como consolidadora do mercado de tratamento de resíduos e o crescimento em biometano e créditos de carbono. A Suzano também é citada, com o mercado subestimando a empresa devido a narrativas negativas, mas que tem reajustado preços e enfrenta restrições estruturais na oferta de madeira. Já a Totvs é mencionada pela geração consistente de caixa e pelo potencial de revisões após aquisição da Linx.

No quesito geração de caixa mal precificada, o Santander aponta a Lojas Renner, cuja forte liquidez e remuneração aos acionistas são ignoradas, e a Marcopolo, que embora pressionada por movimentos táticos, deve se beneficiar de melhora na demanda e dividendos em 2026.

Empresas pouco acompanhadas incluem Brava Energia, Cogna, IRB Brasil, Randon e Ser Educacional, todas com fundamentos melhorando e expectativas de recuperação ou crescimento.

Por fim, o Banco do Brasil entra na categoria de complacência, com valuation justificado por riscos no agronegócio, provisões maiores e ganhos financeiros dependentes, além de maior intervenção governamental que limita sua flexibilização.

Via Money Times

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