O Bank of America projeta que o Copom iniciará a redução da taxa Selic em 0,50 ponto percentual, baixando-a para 14,50% já nesta semana. Essa previsão difere do consenso, que indica manutenção dos juros na reunião de quarta-feira.
Os economistas do banco destacam que a política monetária ainda está apertada, com a inflação desacelerando e se aproximando da meta. O corte deve ser gradual, acompanhando a expectativa de inflação para 2027 em linha com a meta.
A flexibilização dos juros será comunicada com cuidado para evitar expectativa de cortes rápidos. A previsão é que a Selic encerre 2026 em 11,25%, acompanhando a estabilidade da inflação e a desaceleração econômica.
O Comitê de Política Monetária (Copom) deve iniciar a flexibilização da Selic já nesta semana, reduzindo a taxa em 0,50 ponto percentual para 14,50%, segundo projeção do Bank of America (BofA). Essa previsão contrasta com o consenso de mercado, que aponta para a manutenção dos juros na reunião marcada para esta quarta-feira (28).
A análise dos economistas do BofA, David Beker, Natacha Perez e Gustavo Mendes, indica que a política monetária ainda está bastante apertada, e que as expectativas de inflação têm se aproximado da meta estipulada. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 4,5% em novembro para 4,26% em dezembro, embora a inflação de serviços, especialmente os essenciais, permaneça resistente, com taxa anualizada em torno de 5%.
Além disso, a reunião atual ocorre durante uma transição do horizonte da política monetária para 2027, com projeções de inflação revisadas para baixo. O BofA estima que a inflação para o segundo trimestre de 2027 será de 3,1%, abaixo dos 3,2% anteriores, devido à valorização do câmbio e a uma atividade econômica mais fraca.
Os economistas do banco ressaltam que o corte da Selic deve ser acompanhado de uma comunicação cuidadosa, sem indicar um ritmo acelerado de redução dos juros. A expectativa é que a flexibilização prossegue de forma gradual ao longo de 2026, com a taxa chegando a 11,25% ao final do ano, acompanhando a convergência da inflação ao intervalo da meta.
Via Money Times