Irã enfrenta apagão total da internet há quase três semanas

Irã está quase três semanas sem acesso à internet após bloqueio total do governo desde janeiro.
25/01/2026 às 13:01 | Atualizado há 5 horas
               
Bitchat, criado por Jack Dorsey, usa Bluetooth para driblar bloqueios e conectar fácil. (Imagem/Reprodução: Redir)

O Irã está quase três semanas sem acesso à internet após uma ordem governamental para o bloqueio total desde 8 de janeiro. Provedores e backbones foram instruídos a interromper a rede, impedindo a comunicação digital no país.

Essa medida afeta o dia a dia da população, dependente da internet para comunicação e serviços. Apesar do bloqueio, apps que funcionam sem internet, como o Bitchat, cresceram em popularidade como alternativa. A situação mostra o controle crescente em infraestruturas digitais e o surgimento de novas formas de conexão.

O Irã está completando quase três semanas sem acesso à internet, após o governo ordenar o bloqueio total desde 8 de janeiro. Provedores e backbones foram instruídos a interromper o funcionamento da rede, isolando o país do mundo digital. Até serviços via satélite, como a Starlink, foram bloqueados com equipamentos de interferência e apreensões de aparelhos, enquanto o uso de VPNs também foi barrado por técnicas avançadas de monitoramento.

Essa medida extremada afeta o dia a dia da população, que depende da internet para comunicação, pagamentos e acesso a serviços. O apagão do Irã está entre os mais longos já registrados, superando casos como o bloqueio no Egito durante a Primavera Árabe.

Em reação ao bloqueio, ganhou força no país o uso de aplicativos como o Bitchat, criado por Jack Dorsey, que permite comunicação sem internet, usando conexões via bluetooth em uma rede de malha entre celulares próximos. O app oferece mensagens criptografadas e recursos de privacidade, como a eliminação instantânea de dados enviados. No Irã, uma versão local chamada Noghteha tem registrado crescente popularidade.

Essa situação evidencia a crescente capacidade de governos para controlar a infraestrutura da internet, apesar de a rede ter sido desenvolvida para resistir a intervenções. Ao mesmo tempo, novas tecnologias de comunicação descentralizadas chamam a atenção como alternativas para manter ao menos parte dos direitos digitais em ambientes de repressão.

Via Folha de S.Paulo

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