Microsoft pode fornecer chaves de descriptografia do BitLocker a autoridades em casos legais

Microsoft entrega chaves do BitLocker ao FBI mediante mandado judicial em caso inédito.
25/01/2026 às 15:31 | Atualizado há 2 semanas
               
Microsoft liberou chave do BitLocker para apoiar investigações policiais em Guam. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A Microsoft revelou que entregou as chaves de descriptografia do BitLocker ao FBI em uma investigação na região de Guam. A empresa explicou que fornece esses dados apenas mediante ordens judiciais válidas. O BitLocker é uma ferramenta do Windows usada para proteger discos rígidos com criptografia, evitando acessos não autorizados.

Usuários podem optar por guardar suas chaves na nuvem da Microsoft ou localmente, o que pode facilitar o acesso dessas autoridades às informações em casos legais. Embora essa prática seja rara, com cerca de 20 solicitações por ano, este é o primeiro caso público envolvendo o BitLocker. A situação traz debates sobre a segurança e privacidade dos dados, já que essa possibilidade funciona como uma espécie de backdoor controlada por decisão judicial.

A Microsoft entregou chaves de descriptografia do BitLocker ao FBI durante uma investigação em Guam, conforme revelou a Forbes. A empresa confirmou que disponibiliza essas informações a autoridades quando apresentam um mandado judicial válido. O BitLocker é um recurso padrão do Windows que criptografa os discos rígidos para proteger dados contra acessos não autorizados.

Usuários podem escolher guardar a chave de recuperação localmente ou na nuvem da Microsoft, o que facilita o acesso, mas também permite que a empresa a forneça às autoridades mediante solicitação legal. Esse tipo de pedido não é comum, com a Microsoft afirmando receber cerca de 20 solicitações anuais. Contudo, esse é o primeiro caso público envolvendo o BitLocker.

Essa prática levanta dúvidas sobre a segurança do mecanismo. Embora proteja contra acesso direto, a possibilidade de a chave estar acessível à Microsoft constitui uma forma de backdoor condicionada a ordens judiciais. Empresas como Meta, Google e Apple adotam modelos onde as chaves são mais protegidas, exigindo senha ou inserção do usuário para liberação.

Em geral, investigações criminais tentam quebrar criptografias por meio de ferramentas externas, sem depender do fornecedor. A decisão da Microsoft de não proteger as chaves na nuvem com camadas adicionais facilita a colaboração judicial, mas também amplia o debate sobre privacidade e segurança dos dados.

Via TecMundo

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