Enamed evidencia desafios e desigualdades na formação médica no Brasil

Estudo do Enamed destaca desigualdades e aponta o que falta para melhorar a formação médica no Brasil.
26/01/2026 às 15:16 | Atualizado há 5 horas
               
Resultados do exame revelam problemas antigos e desafios preocupantes na formação médica. (Imagem/Reprodução: Super)

O Enamed, Exame Nacional da Formação Médica, revela disparidades entre instituições de ensino no Brasil. Universidades públicas tradicionais apresentam melhor desempenho devido à infraestrutura e qualidade docente superiores.

Já cursos privados e recentes enfrentam dificuldades, com estágios fragmentados e pouca supervisão, afetando a formação prática dos estudantes. O exame avalia principalmente o conhecimento teórico, deixando lacunas na avaliação de habilidades clínicas e éticas.

Especialistas sugerem mudanças estruturais, como aprimoramento do internato, capacitação dos docentes e avaliações práticas que simulem situações reais, além de incluir temas como atenção primária e saúde coletiva no currículo.

Os resultados do Exame Nacional da Formação Médica (Enamed) revelam desigualdades significativas na formação de médicos no Brasil. Universidades públicas tradicionais lideram o desempenho, enquanto muitos cursos privados e recentes apresentam dificuldades claras, principalmente devido à falta de infraestrutura e qualidade docente.

O Enamed evidencia que o modelo institucional afeta diretamente a proficiência dos estudantes, com as melhores instituições oferecendo internato diversificado e supervisão prática sólida. Cursos mal avaliados costumam ter estágios fragmentados e pouca orientação, prejudicando a preparação clínica.

Outro ponto importante é que o exame foca no conhecimento teórico, avaliando pouco habilidades como comunicação médico-paciente e ética profissional. Por isso, confiar apenas no resultado do exame pode ser insuficiente para medir a qualidade do ensino.

Para aprimorar a formação, especialistas defendem uma abordagem sistêmica, que inclua padrões claros para o internato, capacitação docente e avaliações práticas que simulem situações reais de atendimento. Também ressaltam a importância de incorporar temas como atenção primária e saúde coletiva no currículo.

Além disso, o acompanhamento longitudinal dos estudantes, desde o ingresso até a conclusão, ajudaria a entender melhor o crescimento acadêmico e o valor agregado pelos cursos. O desafio é garantir que a ampliação das escolas médicas acompanhe qualidade, segurança e compromisso ético.

O Enamed serve como um alerta para políticas educacionais, mostrando que o aprimoramento da formação médica depende de mudanças estruturais que vão além de rankings.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.