O presidente do Equador, Daniel Noboa, elevou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote, elevando o custo de cerca de US$ 2,5 para mais de US$ 30 por barril. A medida é parte da tensão comercial entre os países e justificada como resposta ao aumento do narcotráfico na fronteira.
A Colômbia rebateu classificando a ação como agressiva, preocupada com os impactos para pequenos e médios produtores e a estabilidade social na região. Além disso, suspendeu vendas de energia ao Equador, o que pode ameaçar sua segurança energética.
O governo equatoriano reforça que a alta tarifária visa fortalecer a segurança nacional e atender à demanda da população por combate ao crime na região fronteiriça, refletindo as dificuldades comerciais e políticas entre os vizinhos.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou um aumento de 900% na tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote. A medida faz parte da tensão comercial entre os dois países e eleva o custo de cerca de US$ 2,5 para mais de US$ 30 por barril. O governo do Equador justifica a ação como uma resposta à falta de controle na fronteira, que tem favorecido o crescimento do narcotráfico.
O ministro de Minas e Energia da Colômbia, Edwin Palma, classificou a decisão como uma agressão que prejudica sobretudo pequenos e médios produtores locais, essenciais para o emprego e estabilidade social na região de Putumayo. O conflito entre os países começou após o Equador impor uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, acusando o vizinho de insuficiência no combate ao tráfico na divisa.
Em retaliação, a Colômbia aplicou tarifas recíprocas e suspendeu vendas de energia ao Equador, o que pode afetar a segurança energética deste último, especialmente em um período de seca prolongada. O comércio bilateral permanece desbalanceado, com a Colômbia vendendo mais ao Equador, principalmente medicamentos, combustíveis, e café, enquanto importa madeira, frutos do mar e arroz.
Noboa afirmou que o aumento na tarifa está alinhado a uma política de segurança nacional para fortalecer a fronteira e conter a ação das redes criminosas. O presidente destacou que a decisão atende à demanda da população por mais ações contra o narcotráfico.
Via InfoMoney