Estudo revela o papel do Brasil como referência mundial em orquídeas

Descubra como o Brasil se tornou um centro global de orquídeas com mais de 2.500 espécies únicas.
27/01/2026 às 21:42 | Atualizado há 8 horas
               
A diversidade do Brasil é resultado do clima, geografia e história científica. (Imagem/Reprodução: Super)

O Brasil acumula mais de 2.500 espécies de orquídeas, das quais 1.540 são exclusivas do país. Essa diversidade é resultado da combinação do clima, da geografia e de uma longa tradição de pesquisa iniciada no século 19.

A variedade de orquídeas está concentrada especialmente na Mata Atlântica, que oferece condições ideais para a multiplicação dessas plantas. Outros biomas como Amazônia e Cerrado também possuem espécies, mas com menor diversidade registrada.

Estudos indicam que ainda há muitas lacunas no conhecimento, especialmente sobre a polinização e o risco de extinção das orquídeas. Incentivar o cultivo e a conservação dessas plantas nativas é fundamental para proteger esse patrimônio natural.

Um estudo recente destaca como o Brasil se tornou um dos principais centros mundiais de orquídeas, reunindo mais de 2.500 espécies, sendo 1.540 exclusivas do país. Essa diversidade é resultado da combinação entre o clima, a geografia e uma rica história de pesquisa, que só ganhou força a partir do século 19.

Embora as primeiras orquídeas tenham surgido há cerca de 83 milhões de anos no hemisfério Norte, foi no Brasil que essas flores encontraram condições ideais para se multiplicar, sobretudo na Mata Atlântica. Esse bioma concentra mais da metade das espécies brasileiras, apresentando variações de clima e altitude que criam diversos nichos ecológicos.

A pesquisa brasileira sobre orquídeas teve início tímido, com registros no século 17, mas envolveu um salto significativo após a abertura dos portos em 1808. Desde então, estudos sistemáticos descreveram milhares de espécies novas, embora lacunas importantes persistam, como o desconhecimento sobre a polinização de muitas espécies e o real estado de ameaça à sua conservação.

Além da Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado e outros biomas também abrigam orquídeas, mas com menor diversidade registrada, possivelmente devido à dificuldade de acesso e menor volume de pesquisas. Incentivar o cultivo das espécies nativas no Brasil pode ser uma estratégia para combater o tráfico ilegal e promover a conservação desses vegetais.

Mesmo com esse conhecimento acumulado, grande parte das plantas ainda carece de avaliação quanto ao risco de extinção, o que dificulta o planejamento de ações de preservação para evitar perdas irreparáveis.

Via Super

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