Pesquisadores desenvolveram um novo mapa da matéria escura no Universo com dados do telescópio James Webb. O mapa tem o dobro da resolução dos anteriores do Hubble e abrange regiões até 10 bilhões de anos atrás.
O levantamento utiliza o efeito gravitacional da matéria escura para detectar deformações na luz de cerca de 250 mil galáxias. Isso ajuda a entender a distribuição dessa matéria invisível que sustenta a estrutura do cosmos.
O estudo mostra com detalhes a teia cósmica formada por galáxias e aglomerados. Essa nova visão é fundamental para compreender a evolução das galáxias e do Universo desde o Big Bang.
Pesquisadores criaram um novo mapa detalhado da matéria escura no Universo usando dados do telescópio James Webb. Essa representação possui o dobro da resolução das versões anteriores, feitas com o Hubble. O levantamento atinge regiões mais distantes, observando o cosmos de 8 a 10 bilhões de anos atrás, quando a formação de galáxias se intensificou.
A elaboração do mapa baseou-se no fenômeno do desvio da luz causado pela gravidade da matéria escura, que distorce a aparência de cerca de 250 mil galáxias captadas pelo James Webb. A partir dessas sutis deformações, os cientistas conseguiram inferir a distribuição dessa matéria invisível e fundamental na estrutura do Universo.
Segundo Diana Scognamiglio, pesquisadora da Nasa, o estudo revela com precisão as estruturas da teia cósmica, a rede formada por galáxias, aglomerados e superaglomerados sustentados pela matéria escura. Essa visualização detalhada será importante para entender como as galáxias cresceram e mudaram ao longo do tempo.
O Universo é formado por aproximadamente 5% de matéria comum, 27% de matéria escura e o restante por energia escura, responsável pela expansão acelerada do cosmos. Diferentemente da matéria comum, a matéria escura não interage com a luz, sendo detectada apenas por seus efeitos gravitacionais.
O James Webb ampliou significativamente a capacidade de observação em relação ao Hubble, permitindo captar mais galáxias e imagens mais nítidas, o que aprimora a qualidade do mapeamento. Os resultados corroboram o modelo cosmológico que descreve a evolução do Universo desde o Big Bang.
Via Folha de S.Paulo