X permite vídeos que simulam estupros apesar de regras internas de segurança

Plataforma X permite vídeos simulando estupro, mesmo com regras internas que proíbem violência sexual. Saiba mais sobre a situação.
28/01/2026 às 07:02 | Atualizado há 6 horas
               
Resposta automática da plataforma nega a imprensa tradicional com afirmação direta. (Imagem/Reprodução: Redir)

A plataforma X, antiga Twitter, tem permitido a publicação de vídeos que simulam estupros, mesmo com suas próprias regras que proibem conteúdos violentos e agressões sexuais. Em uma semana, foram encontrados mais de 20 vídeos desse tipo, além de centenas de publicações com parafilias associadas, consideradas crimes no Brasil.

Após mudanças na gestão, a moderação foi flexibilizada sob o argumento da liberdade de expressão, e conteúdos adultos explícitos passaram a ter espaço na plataforma, que tenta limitar o acesso de menores. Denúncias sobre esses vídeos recebem respostas automáticas negando violações às políticas.

Especialistas apontam que a redução da equipe de moderação contribui para essa situação. O X tornou-se um canal frequente para circulação de material adulto extremo, o que gerou reações internacionais, como bloqueios em países asiáticos, e investigações no Reino Unido.

A plataforma X, antigo Twitter, tem permitido a publicação de vídeos que simulam estupros, apesar de suas próprias regras internas que proíbem conteúdos envolvendo violência e agressão sexual. Em uma semana, foram identificados mais de 20 vídeos dessa natureza, além de centenas de postagens com parafilias que indicam excitação por pessoas dormindo ou inconscientes, comportamento classificado como crime de estupro quando ocorre sem consentimento.

A rede social vetava imagens com cenas de violência sexual, mas após mudanças na gestão e políticas de moderação, houve uma flexibilização sob o argumento de proteção à liberdade de expressão. Essa alteração coincidiu com a entrada de conteúdo adulto explícito na plataforma, que agora permite pornografia, apesar de tentar restringir acesso de menores.

Denúncias direcionadas ao X receberam respostas automáticas negando violação das políticas, enquanto a empresa responsável, a xAI, do bilionário Elon Musk, respondeu acusando a imprensa tradicional de mentir.

Especialistas da Safernet Brasil apontam que houve demissões massivas da equipe de moderação desde 2022, o que contribui para a exposição desses conteúdos. O X tornou-se um dos principais canais para circulação de material adulto extremo, que antes era limitado à “dark web”.

Vídeos simulando estupro usam atrizes e variam de produção caseira a cinematográfica, gerando discussões sobre legislação, já que a pornografia pressupõe consentimento. O Código Penal brasileiro criminaliza a apologia ao sexo sem consentimento e a circulação de cenas de estupro.

O crescimento desses conteúdos levou países como Indonésia e Malásia a bloquearem o acesso ao X, enquanto o Reino Unido investiga práticas ilegais relacionadas a deepfakes sexuais no chatbot da plataforma. No Brasil, recomenda-se a suspensão de contas que promovem esse tipo de material, respeitando a legislação local.

Via Folha de S.Paulo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.