Empresas do setor elétrico, como AXIA e Copel, têm adaptado suas estratégias para atuar em um mercado de energia cada vez mais volátil, influenciado pelo aumento da participação de fontes renováveis e pela variação horária dos preços.
A volatilidade é intensificada por eventos climáticos extremos e pela incerteza na geração solar e eólica. AXIA e Copel buscam capitalizar essas oscilações adotando mais energia descontratada para realizar arbitragem.
Essa postura oportunista pode trazer ganhos no curto prazo, apesar dos riscos de quedas inesperadas. A flexibilidade operacional é essencial para enfrentar esse cenário em evolução.
Empresas do setor elétrico estão se adaptando a um cenário de preços mais imprevisíveis no mercado. Desde 2021, o valor da energia no mercado de spot tem variação horária, que se intensifica pela maior participação de usinas solar e eólica, cuja produção depende do sol e do vento.
Segundo Ivan Monteiro, CEO da AXIA, a volatilidade cresce também por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, um fenômeno que ele define como parte da “nova realidade”. Já a Copel resolveu ajustar sua estratégia, preferindo deixar mais energia descontratada para aproveitar essas oscilações de preço e realizar arbitragem, conforme explicou seu CEO Daniel Slaviero.
Essa mudança permite que as empresas aproveitem oportunidades de lucro no curto prazo, embora também assumam riscos como quedas repentina de valores e falta de previsibilidade. A integração das operações de geração, transmissão e distribuição ajuda a Copel a ser mais flexível nessas decisões.
AXIA lidera no volume de energia descontratada com 20% para 2026 e 36% para 2027, enquanto Copel tem 15% e 26% para os mesmos anos, segundo levantamento da XP. Essa postura pode ser vantajosa caso os preços subam nos próximos anos.
Além disso, o crescimento da demanda por energia de data centers pode pressionar os preços para cima no médio e longo prazo, segundo Lucas Araripe, CEO da geradora Casa dos Ventos, que já desenvolve projetos para atender esse segmento.
Via Brazil Journal