O Banco Central deve manter a taxa básica de juros, Selic, em 15% na decisão desta quarta-feira (28). A expectativa é que os cortes comecem em março ou abril, com ritmo ainda incerto. O Copom avalia indicadores como inflação e mercado de trabalho para definir a política monetária dos próximos meses.
As projeções variam: XP prevê cortes mais agressivos, JP Morgan aposta em ajustes trimestrais e Itaú acredita em reduções moderadas. O foco é atingir a meta de inflação de 3% até o terceiro trimestre de 2027, com atenção especial ao cenário eleitoral que pode afetar a economia.
A decisão busca um equilíbrio entre controle da inflação e estímulo econômico, com uma postura cautelosa diante da volatilidade cambial e possíveis impactos nos gastos públicos. O comunicado deve refletir essa cautela, sem sinal claro de cortes imediatos.
O mercado financeiro aguarda a decisão do Banco Central sobre a política de juros nesta quarta-feira (28). Embora o juro básico, ou Selic, esteja em 15%, a expectativa de corte imediato perdeu força, e a maioria das projeções aponta para o início da flexibilização em março, com algumas instituições sugerindo abril.
O ritmo dos cortes será determinante para a economia em 2026 e 2027. O Comitê de Política Monetária (Copom) vai observar indicadores como inflação, mercado de trabalho, atividade econômica e a expectativa de reformas fiscais para 2027, que podem afetar os gastos públicos. A cautela segue sendo prioridade.
Diversas instituições financeiras têm suas previsões para o fim de 2026. A XP projeta cinco cortes de 0,50 ponto percentual a partir de março, reduzindo a taxa para 12,5%. O JP Morgan espera um ajuste trimestral de 1 ponto percentual até fechar em 11,5%. Já o Itaú prevê cortes mais leves, somando 2,75 pontos percentuais até chegar a 12,25%.
O comunicado do Copom deve apresentar uma política monetária ainda contracionista, embora com mudança na linguagem sobre o crescimento econômico, com menos ênfase na expressão “resiliência”. Ainda assim, não é esperado sinal claro para cortes em março.
A decisão mira o chamado “horizonte relevante”, período que abrange o terceiro trimestre de 2027, onde se espera que a inflação atinja a meta de 3%. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, dentro da margem de tolerância.
O cenário eleitoral de 2026 adiciona volatilidade, especialmente no câmbio, que pode impactar a inflação e a eficácia da política monetária. O Copom deve monitorar o ritmo dos cortes em função desses riscos.
Via InfoMoney