PGR investiga suposto conflito de interesses envolvendo escritório de Lewandowski e Banco Master

PGR investiga se houve conflito de interesses na contratação do escritório de Lewandowski pelo Banco Master, com valores pagos após nomeação.
28/01/2026 às 07:43 | Atualizado há 6 horas
               
Claro! Por favor, envie a descrição para que eu possa analisar e criar a legenda. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado para investigar possíveis irregularidades na contratação do escritório do ex-ministro Ricardo Lewandowski pelo Banco Master. O escritório recebeu mais de R$ 5 milhões, incluindo pagamentos após a nomeação de Lewandowski no governo federal em 2024, o que levanta suspeitas de conflito de interesses.

A denúncia partiu de um deputado estadual que aponta pagamentos mensais de R$ 250 mil e questiona a legalidade dos contratos firmados, além de possíveis crimes relacionados à administração pública. A investigação busca confirmar se os valores são compatíveis com os serviços prestados e se houve influência indevida.

Lewandowski, ex-ministro do Supremo, começou no governo Lula logo após deixar o STF, o que acende alertas sobre o uso do prestígio público para benefícios pessoais. A apuração também considera o impacto dessas ações na administração pública e a necessidade de garantir transparência.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado para investigar possíveis irregularidades envolvendo o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O escritório de advocacia do qual ele é sócio recebeu mais de R$ 5 milhões do Banco Master, incluindo pagamentos após sua nomeação para o governo federal em fevereiro de 2024. A apuração deve esclarecer se houve conflito de interesses ou tráfico de influência.

A denúncia partiu do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil), que cita reportagem do Metrópoles apontando um contrato que previa pagamentos de R$ 250 mil mensais ao escritório de Lewandowski. O parlamentar acredita que os fatos indicam o cometimento de crimes relacionados à administração pública, destacando a necessidade de verificar se valores pagos condizem com serviços prestados e se houve participação de familiares ou pessoas próximas ao ex-ministro.

Lewandowski foi ministro do Supremo Tribunal Federal até abril de 2023 e assumiu o cargo no governo Lula pouco depois, o que levanta dúvidas sobre a legalidade dos contratos firmados antes e durante seu mandato público. O deputado ressalta o risco institucional de uso indevido do prestígio vinculado à função pública.

Recentemente, Paulo Gonet rejeitou pedidos para afastar o ministro do STF Dias Toffoli da relatoria de processos ligados ao Banco Master, mesmo após reportagens que sugeriram relação entre ele e investigados.

A investigação agora deverá confirmar a legalidade das ações associadas ao pagamento recebido pelo escritório de Lewandowski e o impacto disso na administração pública.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.