Atlético-MG recebe aporte de R$ 500 milhões e testa sustentabilidade da SAF com novo CEO

Atlético-MG investe R$ 500 milhões e busca sustentabilidade financeira com novo CEO e SAF.
28/01/2026 às 08:03 | Atualizado há 5 horas
               
Pedro Daniel busca reequilibrar finanças e tornar Atlético independente de Menin. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O Atlético Mineiro está recebendo um aporte de R$ 500 milhões liderado por Rubens Menin para organizar finanças e consolidar a SAF. O novo CEO, Pedro Daniel, foca em reduzir dívidas e melhorar a saúde financeira do clube.

A gestão busca equilíbrio entre receitas e despesas, ampliando receitas recorrentes como o uso comercial da Arena MRV. O clube planeja crescer até alcançar quase R$ 1 bilhão em faturamento, sem depender só de resultados esportivos.

A estratégia inclui fortalecer o caixa com fundos de investimento e ampliar negociações de direitos de transmissão, garantindo sustentabilidade e concorrência saudável no futebol brasileiro.

O Atlético Mineiro está próximo de receber um investimento de R$ 500 milhões liderado pelo bilionário Rubens Menin, com o objetivo de organizar suas finanças e consolidar a transição para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo Pedro Daniel, novo CEO do clube, essa injeção de capital visa principalmente reduzir as dívidas de curto prazo e aliviar o custo financeiro das operações.

Com experiência em reestruturação financeira pela consultoria EY, Daniel assumiu no fim de 2024 e busca equilibrar as contas do Galo, que enfrentava uma relação dívida líquida/receita de 3,8 vezes em 2024, ainda que tenha melhorado em relação a 2023. O clube fechou o ano com receitas de R$ 607 milhões contra despesas de R$ 452 milhões.

O Atlético já lançou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) que captou R$ 90 milhões, e agora essa nova rodada de aportes deve fortalecer ainda mais o caixa. A estratégia inclui ampliar as receitas recorrentes, com destaque para o uso comercial da Arena MRV, inaugurada em 2023, que recebe jogos e shows, e conta com parceria com a americana Live Nation.

O CEO também destacou a importância de organizar o clube para operar dentro dos seus limites financeiros, especialmente diante da concorrência de rivais como Flamengo e Palmeiras, que possuem receitas superiores a bilhão. O Atlético busca crescer sem comprometer sua saúde financeira, focando em sustentabilidade.

No plano futuro, o clube visa alcançar faturamento próximo a R$ 1 bilhão, sem contar ganhos ocasionais por desempenho esportivo, e tem reforçado sua atuação na LFU para ampliar o poder de negociação nos direitos de transmissão.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.