Um designer e o Google DeepMind mostraram que criar com IA não é simplesmente apertar um botão. Eles desenvolveram uma cadeira funcional impressa em 3D usando inteligência artificial, mas o processo exigiu muito ajuste humano.
A IA teve dificuldades para entender termos técnicos e precisou de descrições mais abstratas para fugir do comum. Foram geradas centenas de variações, algumas com estética inesperada, e a criação final passou por refinamentos e simulações.
Esse projeto destaca que o trabalho humano ainda é essencial na criação com IA. A inteligência artificial transforma o processo em uma parceria entre tecnologia e curadoria, e não substitui o criador.
Criar com IA não é simplesmente apertar um botão, como mostra o experimento conduzido pelo designer Ross Lovegrove junto com o Google DeepMind. A proposta não foi fazer a inteligência artificial criar a cadeira do zero, mas treiná-la com esboços autorais do designer, que trabalha com formas orgânicas e biomórficas. O resultado final é uma cadeira funcional impressa em 3D, feita em metal.
O processo, contudo, exigiu muita mediação humana. A IA encontrou dificuldades até para compreender termos técnicos de design usados no estúdio. Por exemplo, o termo “cadeira” gerava resultados previsíveis. Para contornar isso, a equipe usou descrições mais abstratas, como “extensão contínua de superfície única” e “fluxos laterais”, o que ajudou a peça sair do comum.
Além dos desafios linguísticos, a IA produziu centenas de variações, algumas até destoando do estilo de Lovegrove.
Algumas criações lembravam a estética do artista H. R. Giger, trazendo um lado inesperado ao projeto. A seleção final, chamada Seed 6143, passou por refinamentos técnicos e simulações estruturais para garantir a viabilidade física. A fabricação foi feita com auxílio de um braço robótico na impressão 3D metálica.
Esse experimento evidencia que, apesar das possibilidades da inteligência artificial, criar ainda depende bastante de escolhas e interpretações humanas. O uso da IA no design não elimina o trabalho humano, apenas o transforma em uma parceria entre tecnologia e curadoria.
Via InfoMoney