O governo modificou a regra do leilão de capacidade de energia, marcado para março, beneficiando empresas com usinas ligadas diretamente a gasodutos, como Petrobras e Âmbar. A alteração reduz de 100% para 70% a exigência de contratação de capacidade de transporte para projetos conectados a gasodutos, diminuindo custos fixos.
Essa mudança afetou a Eneva, que investiu em termelétricas próximas aos poços de gás na Bacia do Parnaíba e unidades abastecidas por GNL. A nova regra traz mais concorrência e limita a vantagem inicial da empresa, impactando seus projetos e o valor das ações.
O leilão é crucial para a Eneva expandir e renovar suas termelétricas em Sergipe, Ceará e Parnaíba. Ao mesmo tempo, Petrobras e Âmbar mantêm vantagem competitiva com usinas diretamente conectadas a gasodutos, o que pode influenciar os resultados do certame.
O governo alterou uma regra do leilão de capacidade de energia marcado para março, beneficiando empresas como a Petrobras e a Âmbar, enquanto a Eneva enfrenta maior competição. A mudança do Ministério de Minas e Energia reduziu de 100% para 70% a exigência de contratação de capacidade de transporte para usinas conectadas a gasodutos, diminuindo custos fixos desses projetos.
Essa modificação impacta principalmente a estratégia da Eneva, que investiu em termelétricas gas-to-wire localizadas próximas aos poços de gás na Bacia do Parnaíba, e em unidades abastecidas por gás natural liquefeito (GNL). Por outro lado, Petrobras e Âmbar possuem usinas ligadas diretamente a gasodutos, mantendo vantagem competitiva com a nova regra.
A Eneva busca contratos para expandir e renovar suas termelétricas, especialmente nos estados de Sergipe, Ceará e no complexo do Parnaíba. A Petrobras planeja um projeto termelétrico no Complexo Boaventura, no Rio de Janeiro, e a Âmbar controla termelétricas próximas a gasodutos na Região Sul e Centro-Oeste.
O leilão, que contempla termelétricas existentes, novos projetos e ampliações de hidrelétricas, é considerado uma chance importante para a Eneva. Segundo analistas do Itaú BBA, a empresa pode gerar até R$ 6,70 por ação com seus projetos greenfield em estágio avançado. No entanto, a mudança regulatória traz desafios e limita a vantagem inicial da Eneva, que já viu suas ações recuarem 2,7% recentemente.
Via Brazil Journal