Governo altera regras de leilão de energia e aumenta concorrência para Eneva

Mudança no leilão de energia reduz exigência para usinas a gás e aumenta competição para Eneva.
28/01/2026 às 15:17 | Atualizado há 5 horas
               
Governo altera regra de leilão de energia, beneficiando Petrobras e Âmbar. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O governo modificou a regra do leilão de capacidade de energia, marcado para março, beneficiando empresas com usinas ligadas diretamente a gasodutos, como Petrobras e Âmbar. A alteração reduz de 100% para 70% a exigência de contratação de capacidade de transporte para projetos conectados a gasodutos, diminuindo custos fixos.

Essa mudança afetou a Eneva, que investiu em termelétricas próximas aos poços de gás na Bacia do Parnaíba e unidades abastecidas por GNL. A nova regra traz mais concorrência e limita a vantagem inicial da empresa, impactando seus projetos e o valor das ações.

O leilão é crucial para a Eneva expandir e renovar suas termelétricas em Sergipe, Ceará e Parnaíba. Ao mesmo tempo, Petrobras e Âmbar mantêm vantagem competitiva com usinas diretamente conectadas a gasodutos, o que pode influenciar os resultados do certame.

O governo alterou uma regra do leilão de capacidade de energia marcado para março, beneficiando empresas como a Petrobras e a Âmbar, enquanto a Eneva enfrenta maior competição. A mudança do Ministério de Minas e Energia reduziu de 100% para 70% a exigência de contratação de capacidade de transporte para usinas conectadas a gasodutos, diminuindo custos fixos desses projetos.

Essa modificação impacta principalmente a estratégia da Eneva, que investiu em termelétricas gas-to-wire localizadas próximas aos poços de gás na Bacia do Parnaíba, e em unidades abastecidas por gás natural liquefeito (GNL). Por outro lado, Petrobras e Âmbar possuem usinas ligadas diretamente a gasodutos, mantendo vantagem competitiva com a nova regra.

A Eneva busca contratos para expandir e renovar suas termelétricas, especialmente nos estados de Sergipe, Ceará e no complexo do Parnaíba. A Petrobras planeja um projeto termelétrico no Complexo Boaventura, no Rio de Janeiro, e a Âmbar controla termelétricas próximas a gasodutos na Região Sul e Centro-Oeste.

O leilão, que contempla termelétricas existentes, novos projetos e ampliações de hidrelétricas, é considerado uma chance importante para a Eneva. Segundo analistas do Itaú BBA, a empresa pode gerar até R$ 6,70 por ação com seus projetos greenfield em estágio avançado. No entanto, a mudança regulatória traz desafios e limita a vantagem inicial da Eneva, que já viu suas ações recuarem 2,7% recentemente.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.