O diretor interino da Agência de Segurança Cibernética dos EUA (CISA), Madhu Gottumukkala, enviou documentos sigilosos para o ChatGPT, contrariando as regras internas da agência. Os arquivos, marcados como oficiais e confidenciais, foram carregados em agosto de 2025, o que acionou alertas automáticos.
Esses documentos continham dados sensíveis que podem ter sido usados para treinar a inteligência artificial da OpenAI, tornando as informações potencialmente acessíveis a terceiros. O Departamento de Segurança Interna dos EUA iniciou uma investigação para avaliar riscos à segurança nacional.
Mesmo com alegações de autorização pelo DHS, fontes internas afirmam que Gottumukkala abusou da função, ignorando treinamentos sobre proteção de dados. Este não é o primeiro incidente envolvendo o diretor, que já enfrentou reprovação em teste de polígrafo não autorizado.
O diretor interino da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), Madhu Gottumukkala, enviou documentos sigilosos do governo ao ChatGPT, desrespeitando regras internas. Os arquivos, sinalizados como “apenas para uso oficial”, foram carregados na plataforma durante agosto de 2025, acionando alertas automáticos da agência.
Os documentos enviados continham dados sensíveis, inclusive contratos, e ao serem inseridos na versão pública do ChatGPT, as informações passaram a ser acessíveis para a OpenAI. Isso indica que os conteúdos podem ser utilizados no treinamento da IA, tornando os dados potencialmente disponíveis para quaisquer outros usuários em interações com o chatbot.
Após a detecção, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) iniciou uma investigação para avaliar possíveis riscos à segurança nacional, embora os resultados dessa apuração não tenham sido divulgados. A CISA atua diretamente na proteção de infraestruturas federais contra ataques cibernéticos organizados por agentes de países como China e Rússia.
Em resposta, a CISA afirmou que o uso da IA pelo diretor teve autorização do DHS para um período curto e controlado, alinhado a esforços para modernizar sistemas governamentais. Contudo, fontes internas negam essa permissão, acusando Gottumukkala de ter forçado o uso e abusado da função, mesmo após treinamentos que alertam para evitar exposições de dados sensíveis.
O chefe interino da agência já esteve envolvido em outros incidentes, como a reprovação em um teste de polígrafo não autorizado. Esse caso reforça discussões sobre o uso responsável de IAs em ambientes governamentais e a segurança de dados confidenciais.
Via TecMundo