O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, repetindo a estabilidade pela quinta vez consecutiva. Apesar disso, o comitê indicou que o afrouxamento monetário começará em março, com possibilidade de redução inicial de 0,50 ponto percentual.
O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, destacou que o Banco Central foi claro ao sinalizar os cortes, porém com cautela quanto ao ritmo e adequação para atingir a meta de inflação. A previsão é que a Selic encerre 2024 em 12,25%, conforme o último Boletim Focus.
Mesmo com a redução dos juros no Brasil, o diferencial em relação aos EUA continuará elevado, evitando pressão sobre o câmbio, segundo o especialista. O Federal Reserve, por sua vez, manteve a taxa nos EUA entre 3,50% e 3,75%, adotando postura cautelosa na política monetária.
O Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, nível mais alto desde 2006, nessa quarta-feira (28). Foi a quinta vez consecutiva que a taxa ficou estável, decisão unânime do comitê. No entanto, o Copom indicou que o afrouxamento monetário deve começar já na próxima reunião, em março.
Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, avaliou que o banco central foi claro ao anunciar início dos cortes, mas com ressalvas sobre o ritmo e a adequação para atingir a meta de inflação. O objetivo é evitar que o mercado espere um corte maior do que o esperado na próxima decisão.
O economista acredita que o corte inicial será de 0,50 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14,50%, o que é visto como mais apropriado diante do atual nível elevado dos juros reais. A Monte Bravo mantém a previsão de que a Selic encerre o ano em 12,25%, alinhada ao último Boletim Focus.
Também nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed), com seu Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc), manteve os juros nos EUA entre 3,50% e 3,75%, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado. A postura do Fed segue cautelosa, diante da incerteza econômica, sem sinalizar pressa para reduzir os juros.
Costa observa que, mesmo com os cortes no Brasil, o diferencial de juros frente aos EUA continuará elevado e não deverá pressionar o câmbio.
Via Money Times