Innospace e Força Aérea iniciam investigação após explosão de foguete em Alcântara

Innospace e Força Aérea iniciam apuração sobre falha no lançamento do foguete Hanbit-Nano em Alcântara.
28/01/2026 às 20:42 | Atualizado há 6 horas
               
Empresa sul-coreana realiza apuração em parceria com o Cenipa da Força Aérea Brasileira. (Imagem/Reprodução: Redir)

A Innospace, empresa sul-coreana, iniciou uma investigação conjunta com o Cenipa, da Força Aérea Brasileira, para apurar as causas da explosão do foguete Hanbit-Nano em Alcântara. O incidente ocorreu em dezembro de 2025, durante o lançamento que buscava o primeiro voo orbital brasileiro.

A investigação ocorre um mês após o acidente, devido ao recesso brasileiro, e não busca estabelecer responsabilidades legais. Serão analisados dados de telemetria e registros de operação para identificar falhas técnicas e melhorar a segurança de futuros lançamentos.

Após as correções, a Innospace pretende realizar nova tentativa de lançamento ainda no primeiro semestre de 2026. A explosão não causou danos a pessoas ou estruturas na área de segurança.

A empresa sul-coreana Innospace iniciou uma investigação conjunta com o Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira responsável pela área aeroespacial, para apurar a causa da explosão do foguete Hanbit-Nano, ocorrida em 22 de dezembro de 2025 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Este lançamento tinha o objetivo de realizar o primeiro voo orbital da história do Brasil, mas o veículo sofreu uma falha aproximadamente 30 segundos após a decolagem, resultando na perda completa do foguete e das cargas úteis embarcadas, que incluíam cinco nanossatélites brasileiros e três experimentos.

O Hanbit-Nano é um foguete de dois estágios. O primeiro utiliza um motor híbrido movido a parafina e oxigênio líquido, enquanto o segundo estágio opera com motores a metano e oxigênio líquidos, porém não chegou a ser acionado devido à falha inicial. A explosão ocorreu dentro da zona de segurança, sem causar danos às instalações ou pessoas.

Segundo a Innospace, as investigações começam agora, um mês após o incidente, pois o período de recesso brasileiro dificultou o início imediato dos trabalhos conjuntos. A Força Aérea Brasileira declarou que o processo visa identificar a causa técnica e aprimorar a segurança de futuros lançamentos, sem intenção de estabelecer responsabilidades legais, tratando o caso como um incidente e não como um acidente.

A análise envolverá a revisão dos dados de telemetria, rastreamento e registros de operação do lançamento. A Innospace pretende realizar outra tentativa de lançamento ainda no primeiro semestre de 2026, após aplicação das correções necessárias decorrentes da investigação.

Via Folha de S.Paulo

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