A fintech brasileira PicPay realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa americana Nasdaq, captando aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Essa é a primeira abertura de capital de uma empresa brasileira no exterior desde 2021.
A companhia vendeu 22,86 milhões de ações com preço fixado no topo da faixa indicativa, mostrando forte demanda. O PicPay, que evoluiu para um banco digital, possui cerca de 67 milhões de clientes e oferece serviços para pessoas físicas e pequenas empresas.
A fintech brasileira PicPay, controlada pela família Batista, realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, levantando US$ 434 milhões (aproximadamente R$ 2,2 bilhões), conforme apuração da Bloomberg. O montante pode alcançar US$ 499 milhões caso o lote extra seja exercido em até 30 dias. A operação marca o primeiro IPO de uma empresa brasileira no exterior desde 2021.
A companhia vendeu 22,86 milhões de ações pela Nasdaq, fixando o preço no topo da faixa indicativa entre US$ 16 a US$ 19 por ação. Estes dados refletem uma demanda sólida pelo papel da fintech. O PicPay, criado em 2012 como carteira digital, tornou-se um banco digital completo com cerca de 67 milhões de clientes, oferecendo serviços principalmente para pessoas físicas e pequenas e médias empresas.
Além de integrar o portfólio diversificado do grupo liderado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, que inclui setores como mineração, energia e serviços financeiros, o PicPay apresentou resultados financeiros positivos. Nos primeiros nove meses de 2023, registrou lucro líquido de R$ 270,4 milhões e receita de R$ 7,26 bilhões, mais que o dobro do ano anterior.
Com essa operação, os Batista mantêm 98% do poder de voto na empresa. O fundo Bicycle, de Marcelo Claure, atuou como investidor-âncora, reforçando a confiança no negócio. Esse IPO sinaliza um momento relevante para a abertura de capital de empresas brasileiras no mercado internacional, interrompida desde o IPO do Nubank.
Via InvestNews