O Google lançou o AlphaGenome, uma ferramenta de inteligência artificial que analisa sequências de DNA para compreender como elas regulam a atividade genética nas células. Essa tecnologia vai além do sequenciamento tradicional, focando em entender o papel dos pares de nucleotídeos, especialmente aqueles que não codificam proteínas, mas influenciam a expressão gênica e estão ligados a diversas doenças.
O diferencial do AlphaGenome está na capacidade de processar longas sequências de DNA e avaliar simultaneamente 11 processos biológicos, o que dispensa o uso de múltiplos modelos para diferentes funções celulares. Desenvolvido com redes neurais treinadas com dados públicos de humanos e ratos, o sistema é capaz de prever como cada fragmento de DNA impacta funções celulares importantes.
Apesar do avanço, especialistas destacam que a eficácia do AlphaGenome depende da qualidade dos dados disponíveis, que ainda são limitados. Além disso, fatores ambientais também influenciam a expressão gênica. Mesmo assim, a ferramenta é vista como um passo decisivo para acelerar pesquisas genéticas e o desenvolvimento de tratamentos personalizados, podendo ser utilizada globalmente por cientistas como código aberto para pesquisa não comercial.
O Google lançou o AlphaGenome, uma ferramenta de inteligência artificial que analisa o DNA para entender como suas sequências regulam a atividade dos genes nas células. A ideia é ir além do sequenciamento completo do genoma humano, compreendendo como os vários pares de nucleotídeos influenciam processos biológicos.
Ao contrário de outras abordagens, o AlphaGenome consegue processar sequências longas de DNA e prever o impacto de cada fragmento em diferentes funções celulares. Isso inclui cerca de 98% do genoma, que não codifica proteínas, mas regula a expressão genética e está associado a variantes ligadas a doenças. O sistema usa redes neurais treinadas com dados públicos de experimentos feitos em humanos e ratos.
Também se destaca por simultaneamente avaliar 11 processos biológicos, dispensando a necessidade de vários modelos separados. Esta capacidade amplia a análise detalhada das variantes genéticas e seu papel na regulação gênica, segundo os pesquisadores ligados ao projeto publicado na revista Nature.
Apesar do potencial, especialistas ressaltam que o AlphaGenome ainda depende da qualidade e quantidade dos dados de treinamento, que são limitados e pouco padronizados. O modelo não resolve sozinho todas as questões biológicas, já que a expressão genética envolve fatores ambientais complexos. Mesmo assim, é considerado uma ferramenta fundamental para avançar no estudo das bases genéticas de doenças complexas.
Após testes por milhares de cientistas em mais de 160 países, o AlphaGenome está disponível como código aberto para pesquisa não comercial, o que pode acelerar descobertas e o desenvolvimento de tratamentos personalizados.
Via Folha de S.Paulo