Copom mantém Selic em 15% e ABRAINC pede redução dos juros; Abecip mantém otimismo

Copom mantém Selic em 15%; ABRAINC cobra redução nos juros enquanto Abecip projeta crescimento no crédito imobiliário.
29/01/2026 às 12:30 | Atualizado há 3 horas
               
Setor com bom desempenho, porém depende de crédito acessível para crescer mais. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano para o início de 2026, gerando impacto no mercado imobiliário. A ABRAINC considera os juros altos um obstáculo para o crescimento econômico e solicita redução para impulsionar o setor. Por outro lado, a Abecip mantém uma visão otimista, prevendo aumento nos financiamentos mesmo com a taxa atual.

O mercado imobiliário vem de uma recuperação, com destaque para programas sociais e aumento da capacidade de crédito dos consumidores em faixas intermediárias e altas. A alta da Selic limita o acesso ao crédito, afetando investimentos e novas operações no setor.

A ABRAINC destaca que juros elevados restringem o crédito e pressionam a economia, impactando a construção civil. Já a Abecip projeta crescimento de 16% nos financiamentos imobiliários em 2026 e acredita em melhorias no segundo semestre, mesmo com a Selic estável.

A decisão do Copom em manter a taxa Selic em 15% ao ano no começo de 2026 trouxe diferentes reações para o mercado imobiliário. A ABRAINC, que representa as incorporadoras, considerou o atual patamar como excessivamente elevado e um obstáculo para o crescimento econômico e do setor. Já a Abecip, associação ligada ao crédito imobiliário, mantém otimismo, prevendo alguma redução dos juros ainda neste ano e crescimento nas concessões de financiamento.

O mercado imobiliário vem de um período de recuperação apoiado sobretudo em programas como o Minha Casa, Minha Vida, que fortaleceu vendas em faixas de baixa renda. Segmentos médios e altos se beneficiam de consumidores com maior capacidade de crédito. Porém, com a Selic alta, o acesso ao crédito fica limitado, afetando investimentos e novas operações.

A ABRAINC argumenta que juros altos por longos períodos pressionam a economia, restringem o crédito e prejudicam setores intensivos em mão de obra, como a construção civil. Segundo a associação, cada ponto percentual de redução na Selic poderia economizar entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões anuais em despesas com juros, recursos que poderiam ser usados para impulsionar empregos e produção.

Por sua vez, a Abecip projeta crescimento de 16% nos financiamentos imobiliários em 2026. A presidente Priscilla Ciolli destacou que a permanência da Selic nos 15% no início do ano não altera as expectativas positivas para o mercado de crédito no segundo semestre.

O setor imobiliário segue atento à possibilidade de uma flexibilização gradual da política monetária para ampliar o acesso à casa própria e fortalecer o segmento no Brasil.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.