O PicPay estreou suas ações na Nasdaq, Bolsa de Nova York, com uma demanda 12 vezes maior que a oferta. Foram vendidas 22,9 milhões de ações, levantando US$ 434 milhões, cerca de R$ 2,25 bilhões.
Essa operação avalia a fintech em aproximadamente US$ 2,6 bilhões (R$ 13,4 bilhões) e abre caminho para crescimento, rentabilidade e expansão no mercado de seguros, com a aquisição da Kovr Seguradora.
O CEO destacou a importância dessa etapa para escalar o negócio e fortalecer a confiança internacional, com o apoio de grandes bancos que coordenaram o IPO.
O PicPay oficializou sua entrada na Nasdaq nesta quinta-feira (29), encerrando quase quatro anos sem IPOs brasileiros no exterior. As ações, negociadas sob o ticker PICS, foram precificadas a US$ 19, valor que representa o topo da faixa inicial e reflete demanda 12 vezes maior que a oferta.
Na oferta inicial, foram vendidas 22,9 milhões de ações Classe A, captando cerca de US$ 434 milhões (R$ 2,25 bilhões). Caso a opção de lote adicional seja exercida, o montante pode chegar a US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões). Esse resultado coloca a avaliação de mercado da fintech em aproximadamente US$ 2,6 bilhões, ou R$ 13,4 bilhões, perto de 12 vezes o lucro projetado para 2026.
Nos nove meses até setembro de 2025, o PicPay apresentou lucro líquido de R$ 270,4 milhões, com receita de R$ 7,26 bilhões, quase o dobro do período anterior. O crescimento se apoia na diversificação do negócio, especialmente nos produtos de crédito, que têm aumentado a rentabilidade.
Parte dos recursos obtidos será destinada à aquisição da Kovr Seguradora, que amplia a atuação da empresa no mercado de seguros, fortalecendo o ecossistema financeiro e ampliando a oferta digital para os 67 milhões de clientes do PicPay.
O CEO Eduardo Chedid ressaltou que a listagem na Nasdaq representa o início de uma nova etapa, com foco em escala, crescimento e rentabilidade eficientes. A operação contou com a coordenação de grandes bancos internacionais, reforçando a confiança do mercado global na fintech brasileira.
Via TI Inside