Um ex-engenheiro do Google, Linwei Ding, foi condenado em São Francisco por roubar segredos comerciais relacionados à inteligência artificial. Ele teria repassado informações confidenciais para duas empresas chinesas, incluindo projetos avançados de hardware e software usados pelo Google.
O roubo começou em 2022, quando Ding estava sendo recrutado por uma empresa chinesa. As informações visavam tirar vantagem competitiva no setor de computação em nuvem e reduzir a dependência do Google de chips Nvidia.
Cada acusação pode resultar em longas penas de prisão e multas altas. O caso reforça a importância da fiscalização dos EUA contra crimes envolvendo tecnologias estratégicas, especialmente IA.
Um ex-engenheiro do Google foi condenado em São Francisco por roubar segredos comerciais sobre IA para beneficiar duas empresas chinesas. Linwei Ding, de 38 anos, foi considerado culpado após um julgamento de 11 dias por 14 acusações, incluindo espionagem econômica e roubo de segredos comerciais. Ele teria levado milhares de páginas de documentos confidenciais que detalhavam a infraestrutura de hardware e software usada no treinamento de modelos avançados de IA.
Ding entrou no Google em 2019 e iniciou o roubo três anos depois, quando já estava sendo recrutado por uma firma chinesa emergente. As informações roubadas incluíam projetos de chips que buscavam dar ao Google uma vantagem competitiva em relação à Amazon e Microsoft, também atuantes no mercado de computação em nuvem. Além disso, esses projetos sinalizavam uma tentativa do Google de reduzir sua dependência dos chips da Nvidia.
Cada acusação de espionagem pode resultar em até 15 anos de prisão e multa de US$ 5 milhões, enquanto as de roubo de segredos comerciais levam pena máxima de 10 anos e multa de US$ 250 mil. Ding deve passar por audiência preliminar em fevereiro. O caso foi conduzido pela força-tarefa criada pelo governo Biden, o Disruptive Technology Strike Force, dedicada a combater crimes contra tecnologias estratégicas.
O Google não foi acusado e afirmou colaborar com as autoridades. O advogado de Ding não comentou o caso até o momento. A condenação reforça o papel das agências americanas na proteção das informações sensíveis relacionadas à inteligência artificial.
Via g1 Tecnologia