A Votorantim fechou a venda da CBA, a maior produtora de alumínio da América Latina, para um consórcio formado pela Chinalco e Rio Tinto. O negócio foi avaliado em R$ 10,7 bilhões e inclui uma joint venture liderada pela Chinalco, que adquiriu 68,6% das ações do grupo, com oferta pública para os demais 31,4%.
O preço por ação foi de R$ 10,50, representando um prêmio de 74% sobre a média dos últimos 90 pregões. Essa operação é o maior acordo feito no setor de alumínio no Brasil nos últimos 15 anos, superando a venda da Hydro para a Vale em 2010.
Para a Chinalco, a aquisição abre portas na América Latina com uma operação integrada desde a mineração até a fabricação de alumínio. Já a Votorantim busca diminuir riscos no mercado de commodities e fortalecer outras áreas, além de superar limitações financeiras para novos projetos da CBA.
A Chinalco e a Rio Tinto fecharam a compra da CBA, principal produtora de alumínio da América Latina, em uma transação avaliada em R$ 10,7 bilhões de enterprise value, segundo fontes ligadas ao negócio. A operação foi realizada por meio de uma joint venture controlada pela Chinalco, que adquiriu 68,6% das ações do Grupo Votorantim e anunciou uma oferta pública (OPA) para os 31,4% restantes.
O preço pago por ação foi de R$ 10,50, próximo ao valor de fechamento do papel no dia da negociação, mas que representa um prêmio de 74% em relação à média dos últimos 90 pregões. Nos últimos 30 dias, as ações da companhia subiram quase 50%, motivadas por especulações de venda.
O valor da participação da Votorantim foi estimado em R$ 4,7 bilhões de equity value, o que resulta num valuation total da CBA em R$ 6,8 bilhões, e um múltiplo EV/EBITDA projetado para 2026 de cerca de 6 vezes. Este é o maior acordo no setor de alumínio no Brasil em 15 anos, superando a transação da Hydro com a Vale em 2010.
Para a Chinalco, o acordo abre sua entrada na América Latina com uma operação verticalizada, que inclui mineração, refino de bauxita, fundição e fabricação de produtos de alumínio primário. O investimento também garante maior controle e acesso à bauxita, recurso estratégico para a China.
Por sua vez, o Grupo Votorantim busca reduzir exposição ao mercado cíclico de commodities, reforçando posições em infraestrutura e utilities. A CBA enfrentava limitações financeiras para novos projetos, como o Rondon, de R$ 2,5 bilhões.
A transação foi assessorada pelo Itaú BBA e Huatai Securities para a Chinalco, enquanto o Goldman Sachs trabalhou pela Rio Tinto.
Via Brazil Journal