A agência S&P rebaixou o rating do BRB Banco de Brasília de brBBB-/brA-3 para brBB/brB na Escala Nacional Brasil. A decisão foi motivada por pressões no capital e risco reputacional associados à Operação Compliance Zero, que investiga fraude em ativos adquiridos pelo banco.
A continuidade da investigação pode levar o banco a precisar de aportes de capital ou venda de ativos para cobrir perdas, o que impacta seu capital regulatório. O risco reputacional também dificulta a relação do banco com clientes e investidores, comprometendo a geração de negócios e o funding.
Para fortalecer o capital, o BRB estuda alternativas como venda de carteira, aporte dos controladores e financiamento com o FGC. No entanto, a S&P alerta que as medidas podem não ser suficientes diante da incerteza sobre a qualidade dos ativos investigados.
A S&P National Ratings rebaixou os ratings do BRB Banco de Brasília, apontando pressões no capital e risco reputacional decorrentes da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga fraude em ativos adquiridos pelo banco do Banco Master. Os ratings passaram de brBBB-/brA-3 para brBB/brB na Escala Nacional Brasil, permanecendo em observação negativa.
Segundo a agência, a continuidade da investigação pode exigir aportes de capital ou venda de ativos para cobrir perdas, pressionando o capital regulatório do BRB. O risco reputacional também afeta o relacionamento com clientes e investidores, impactando a geração de negócios e o funding. A S&P considera possível, mas não garantido, o suporte extraordinário do governo do Distrito Federal, controlador do banco, que depende de aprovação legislativa.
Para reforçar capital, o banco avalia alternativas como venda de carteira de crédito, alienação dos ativos investigados, aportes do controlador e linha de financiamento com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A agência alerta, porém, que as medidas podem não ser suficientes ou rápidas, dada a incerteza sobre a qualidade dos ativos.
O funding do BRB alcançava R$ 67,3 bilhões em junho de 2025, com 35% em CDBs e 28,9% em depósitos judiciais, considerados fontes estáveis. Apesar dos desafios, relações com investidores e plataformas de distribuição seguem mantidas, o que contribui para lidar com a liquidez.
A S&P ressalta que o rebaixamento reflete alta incerteza sobre os desdobramentos das investigações na capacidade do banco de manter capital adequado e continuar seus negócios normalmente. O CreditWatch negativo indica possibilidade de novo rebaixamento em até 90 dias, caso haja impacto significativo nos três pilares financeiros do BRB.
Via Money Times