A Oncoclínicas comunicou à CVM que entrou com uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB) para resguardar seus direitos sobre fundos que possuem ações da empresa. O processo está em fase inicial e busca impedir que o BRB altere a gestão ou disponha dos ativos desses fundos.
A medida ocorre após o BRB aumentar sua participação na Oncoclínicas, possivelmente via incorporação das carteiras do banco Master. A ação visa assegurar que o banco público não interfira na governança dos fundos, garantindo estabilidade aos investimentos vinculados.
A Oncoclínicas comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que entrou com uma ação judicial contra o Banco de Brasília (BRB) para proteger seus direitos relativos aos fundos que possuem ações da empresa (FIPs). O processo, sigiloso e em fase inicial, busca uma liminar para impedir o BRB de alterar a gestão dos fundos ou dispor sobre seus ativos.
Essa medida acontece após reportagens do Valor Econômico apontarem que o banco público aumentou sua participação na Oncoclínicas para mais de 10%, possivelmente em decorrência da incorporação das carteiras do banco Master. Em 2024, o banco Master havia ingressado como acionista da Oncoclínicas ao investir R$ 1 bilhão.
Em novembro de 2025, após a liquidação extrajudicial do banco Master, a Oncoclínicas antecipou o vencimento de CDBs que mantinha aplicados no banco. Ela também informou que tomaria medidas legais para formalizar a opção de compra sobre as cotas dos fundos detentores das ações.
Posteriormente, foi confirmado que as cotas dos FIPs foram transferidas do banco Master para o BRB, sem que a Oncoclínicas conhecesse os termos dessa operação. Segundo apurações, algumas ações vinculadas a um fundo ligado ao Master foram dadas em garantia ao BRB.
A ação judicial da Oncoclínicas busca garantir que o banco público não possa interferir na governança dos fundos, assegurando a estabilidade dos investimentos vinculados.
Via Money Times