Votorantim vende Companhia Brasileira de Alumínio para Chinalco e Rio Tinto

Votorantim anuncia venda da CBA para Chinalco e Rio Tinto, em negócio que envolve R$ 4,7 bilhões e mudança no setor de alumínio no Brasil.
30/01/2026 às 10:03 | Atualizado há 3 horas
               
Venda de R$ 4,7 bi transfere controle para joint venture com maior participação chinesa. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Votorantim confirmou a venda de sua participação majoritária na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para a chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto, em um acordo que movimenta cerca de R$ 4,7 bilhões. A transação envolve a transferência de 68,6% do capital votante da empresa, com preço base de R$ 10,50 por ação.

A operação deve transformar a composição acionária da CBA, com a Rio Tinto adquirindo cerca de 30% da joint venture formada com a Chinalco, que passará a ter a maior fatia da fabricante brasileira. O negócio também prevê oferta pública para ações minoritárias, refletindo uma mudança estratégica no setor de alumínio do país.

A Votorantim anunciou a venda de sua participação total na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para a chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto, em um acordo avaliado em cerca de R$ 4,7 bilhões. A operação envolve a transferência de 446,6 milhões de ações, correspondentes a 68,596% do capital votante da CBA.

O preço base estabelecido para a transação foi de R$ 10,50 por ação, um valor levemente superior ao mercado, considerando uma avaliação total da CBA em torno de R$ 6,7 bilhões. Após a aquisição, a expectativa é que a Rio Tinto detenha aproximadamente 30% da joint venture criada com a Chinalco, que terá a maior fatia do capital da empresa controladora.

Além disso, está prevista uma oferta pública para compradores das ações minoritárias da fabricante de alumínio brasileira. A decisão de vender a participação majoritária ocorre enquanto a Votorantim buscava um parceiro para investir US$ 2,5 bilhões no projeto Rondón, destinado à exploração de uma mina de bauxita na Amazônia.

Segundo fontes, o interesse da Chinalco surgiu para o controle da CBA, que atualmente emprega cerca de 7.262 funcionários e tem produção voltada para alumínio e energia renovável. A operação marca uma mudança significativa na composição acionária da empresa, com impacto direto no setor brasileiro de alumínio.

Via InfoMoney

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