A rede Savegnago, no interior de São Paulo, vai substituir a escala 6×1 pelo modelo 5×2 em suas unidades a partir de janeiro de 2026. Essa mudança será aplicada em cidades como Campinas, Sumaré e Hortolândia, visando maior equilíbrio entre trabalho e descanso, sem comprometer a operação.
Outros setores, como a hotelaria, também adotam jornadas reduzidas para melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Apesar desse movimento, a alteração no modelo 6×1 ainda depende de aprovação legislativa, o que pode atrasar a oficialização da mudança.
O tema ganha força no governo e no mercado, indicando uma possível transformação nas relações de trabalho no Brasil em médio prazo.
A discussão sobre a adoção do modelo 6×1 nas jornadas de trabalho ganhou espaço nas redes e conversas cotidianas. Enquanto o governo federal ainda avalia mudanças nas normas, empresas como o Savegnago, no interior de São Paulo, já começam a aplicar a escala 5×2 — cinco dias trabalhados seguidos por dois de descanso — ampliando esse formato para diversas unidades a partir de janeiro de 2026. O objetivo é oferecer uma rotina mais equilibrada, mantendo a eficiência operacional.
A mudança inclui lojas em cidades como Campinas, Sumaré e Hortolândia, além das unidades Paulistão Atacadista em Barretos, Sertãozinho e Franca. Com mais de 13 mil funcionários em 21 municípios, o Grupo Savegnago projeta alcançar 79 lojas até o fim de 2026.
Outros setores também seguem tendências similares. O tradicional Copacabana Palace, por exemplo, reduziu a jornada tradicional de 44 horas semanais, buscando minimizar o desgaste dos colaboradores e aumentar a qualidade de vida. Equipes como camareiras, garçons e chefs atuam sob esse novo formato, exceto a segurança, que mantém regime 12×36. Já o Palácio Tangará, em São Paulo, adotou a jornada após consulta interna, investindo cerca de R$ 2 milhões anuais para atender à preferência dos funcionários.
No âmbito legislativo, propostas para modificar a escala de trabalho avançam no Senado, tendo recebido sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça. Ainda será preciso vencer etapas na Câmara e a sanção presidencial para que virem lei, o que indica que o fim do modelo 6×1 pode demorar a ser oficializado.
Via Money Times