Ex-engenheiro do Google é condenado por espionagem envolvendo segredos de IA para empresas chinesas

Ex-engenheiro do Google é condenado por roubar segredos de IA e beneficiar empresas chinesas. Entenda os detalhes do caso.
30/01/2026 às 11:23 | Atualizado há 4 horas
               
Linwei Ding condenado por espionagem econômica e roubo de segredos comerciais. (Imagem/Reprodução: Redir)

Linwei Ding, ex-engenheiro do Google, foi condenado em San Francisco por roubar segredos relacionados à inteligência artificial para empresas chinesas. O julgamento concluiu que ele cometeu espionagem econômica e entrega de informações sigilosas.

Ding copiou dados importantes sobre infraestrutura e software usados em IA no Google, com o objetivo de favorecer concorrentes chineses. O caso é parte do esforço dos EUA contra o roubo tecnológico de alta relevância.

O ex-engenheiro enfrenta até 15 anos de prisão e multas elevadas. A decisão ressalta os desafios das empresas de tecnologia com a proteção de seus dados em um cenário global competitivo.

Linwei Ding, ex-engenheiro do Google, foi condenado em San Francisco por roubar segredos relacionados à inteligência artificial para beneficiar empresas chinesas. O julgamento, que durou 11 dias, considerou Ding culpado de espionagem econômica e roubo de informações confidenciais.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Ding copiou milhares de páginas contendo dados sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software usada para treinar modelos de IA nos data centers do Google. Esses projetos visavam garantir vantagem competitiva contra rivais como Amazon e Microsoft, além de reduzir a dependência da empresa em chips da Nvidia.

O ex-engenheiro ingressou no Google em 2019 e começou a roubar informações três anos depois, quando foi aliciado por uma startup chinesa. Ele enfrentará penas que incluem até 15 anos de prisão por cada acusação de espionagem econômica e multas elevadas.

O processo faz parte do esforço governamental americano contra o roubo tecnológico, coordenado pela força-tarefa chamada Disruptive Technology Strike Force, criada em 2023. O Google cooperou com as autoridades, mas a empresa não foi acusada no caso.

Ding deverá comparecer a uma audiência preliminar no início de fevereiro, e seu advogado ainda não se pronunciou sobre o veredito. O caso ressalta os desafios crescentes das empresas de tecnologia diante do vazamento de informações sobre inteligência artificial e o esforço internacional para proteger essas tecnologias.

Via Folha de S.Paulo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.