Kevin Warsh é apontado por economistas como figura com credibilidade institucional e perfil conservador

Economistas avaliam Kevin Warsh como uma escolha confiável e sem rupturas para presidir o Federal Reserve dos EUA.
30/01/2026 às 11:26 | Atualizado há 5 dias
               
Kevin Warsh, indicado por Trump ao Fed, é visto como mais hawkish que Powell, afetando juros. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Kevin Warsh, ex-membro do Federal Reserve, foi indicado como possível novo presidente do banco central dos EUA. Sua experiência inclui a gestão durante a crise de 2008. Economistas destacam sua credibilidade institucional e perfil conservador, sem expectativas de mudanças bruscas na política monetária.

Se aprovado pelo Senado, Warsh substituirá Jerome Powell e deve manter uma postura cautelosa, conciliando proteção contra inflação e apoio a cortes nos juros. O mercado espera que ele atue para reduzir a taxa básica para níveis entre 2,5% e 2,75%, influenciado por fatores econômicos atuais.

A indicação de Warsh sinaliza uma continuidade na política econômica alinhada às orientações do governo Trump. Seu histórico sugere uma liderança equilibrada, buscando ajustes econômicos sem causar instabilidade no mercado.

O anúncio de Kevin Warsh como possível novo presidente do Federal Reserve (Fed) chamou atenção do mercado nesta sexta-feira (30). Ex-membro do banco central dos EUA entre 2006 e 2011, Warsh é conhecido por sua experiência durante a crise financeira de 2008, participando de decisões cruciais na política monetária.

Se aprovado pelo Senado, Warsh deve assumir o cargo em maio, sucedendo Jerome Powell. Sua indicação é vista como uma escolha com credibilidade institucional, alinhada ao perfil conservador, sem causar grandes rupturas na gestão do Fed.

Atualmente, os juros nos EUA estão entre 3,5% e 3,75%, e o mercado espera cortes, com possibilidade de chegarem a 3%. Warsh tem histórico de postura hawkish, mais propenso a proteger a economia contra pressões inflacionárias, mas também tem sinalizado apoio a cortes de juros mais rápidos, seguindo a pressão do governo de Donald Trump.

O economista Gustavo Cruz, da RB Investimentos, destaca que Warsh deverá buscar uma queda dos juros para níveis próximos a 2,5% a 2,75%, considerando fatores como o impacto da Inteligência Artificial na produtividade econômica. Contudo, esse argumento enfrenta críticas, já que o setor tem demandado altos investimentos, podendo influenciar a inflação de forma contrária.

Warsh é considerado por Trump um nome de confiança, principalmente após ter demonstrado apoio a pontos centrais da agenda econômica atual, incluindo críticas à gestão de Powell. Com isso, o Fed pode seguir mais de perto as orientações presidenciais, buscando uma política monetária adaptada às demandas do governo.

Via InfoMoney

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