Estudo revela que plantas rasteiras do Cerrado podem viver mais de 100 anos

Pesquisa mostra que plantas rasteiras do Cerrado têm raízes centenárias e sobrevivem a incêndios naturais.
30/01/2026 às 14:03 | Atualizado há 5 dias
               
Pesquisadores usam herbocronologia para descobrir a idade e história de plantas pequenas. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores do projeto Biota Campos descobriram que plantas rasteiras do Cerrado podem ultrapassar 100 anos de idade. O estudo utilizou a herbocronologia para analisar os anéis de crescimento das raízes, evidenciando a longevidade dessas espécies.

A pesquisa, que envolveu mais de 200 exemplares, mostrou raízes com até 136 anos, especialmente no Cerrado. Essa capacidade garante que as plantas rebrotam anualmente mesmo após incêndios. As raízes registram dados históricos do clima da região, contribuindo para o conhecimento do bioma.

Apesar da importância ecológica, os campos naturais do Cerrado sofrem pressões do desmatamento e expansão urbana. O projeto busca mapear essas áreas e propor políticas públicas para preservar as nascentes e a biodiversidade local.

Pesquisadores do projeto Biota Campos descobriram que plantas rasteiras do Cerrado podem ultrapassar 100 anos de idade, um feito revelado por estudos recentes que analisaram suas raízes usando a herbocronologia, técnica que examina os anéis de crescimento. Essas plantas, com tamanho modesto acima do solo, possuem raízes centenárias que registram diversas fases climáticas e ambientais do bioma.

A pesquisa, publicada nas revistas Dendrochronologia e Flora, envolveu mais de 200 exemplares de 107 espécies do Cerrado e da Mata Atlântica. Enquanto a maioria das plantas de altitude tinha idade inferior a 10 anos, no Cerrado foram encontradas raízes com até 136 anos. Esse sistema subterrâneo permanece íntegro mesmo quando incêndios afetam as partes aéreas das plantas, que rebrotam anualmente.

A técnica da herbocronologia permitiu visualizar os anéis de crescimento das raízes, que guardam dados sobre as condições climáticas de décadas atrás. Cores específicas, aplicadas em lâminas finas das raízes, ajudaram a distinguir anéis verdadeiros e falsos, melhorando a precisão das análises.

Apesar da longevidade e da importância dessas plantas, os campos naturais do Cerrado enfrentam ameaças como a expansão urbana e o desmatamento para agricultura, sem proteção legal adequada. O projeto Biota Campos trabalha para mapear essas áreas e sugerir políticas públicas que ajudem a preservar esses “berços das águas”, fundamentais para a recarga das nascentes e a biodiversidade local.

Via Super

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