Desemprego baixo e alta nos salários devem manter economia brasileira estável em 2026

Desemprego em 5,4% e aumento salarial devem manter a atividade econômica do Brasil estável em 2026, segundo especialistas.
30/01/2026 às 14:44 | Atualizado há 5 dias
               
Renda real recorde de R$ 3.613 reforça alta do emprego e sustenta PIB em 2026. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A renda média real dos brasileiros cresceu 5% em 2025, chegando a R$ 3.613, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A taxa de desemprego está baixa, em 5,4%, refletindo um mercado de trabalho mais sólido, com crescimento do emprego formal e aumento da população ocupada.

Especialistas destacam que a combinação de baixa ociosidade, salários em alta e avanços na formalização do trabalho está sustentando a atividade econômica. Mesmo com a expectativa de uma leve alta no desemprego para 2026, a massa salarial deve continuar crescendo, apoiando o consumo.

Esse cenário indica que, apesar da desaceleração do PIB, o mercado de trabalho permanecerá como pilar da estabilidade econômica no Brasil em 2026, contribuindo para a manutenção do consumo e da demanda interna.

A renda média real dos brasileiros cresceu 5% em 2025, alcançando R$ 3.613, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE. O cenário do mercado de trabalho mostra uma taxa de desemprego baixa, de 5,4%, com redução da ociosidade e alta na renda, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (30).

O economista Rodolfo Margato, da XP, aponta que a taxa de desemprego permanece em patamares historicamente baixos, com um crescimento da população ocupada pelo segundo mês seguido, chegando a 102,4 milhões. O emprego formal cresceu 3,5%, enquanto o informal teve redução de 0,4%. O número de trabalhadores por conta própria subiu 9,1%, refletindo um mercado mais sólido e formalizado.

Segundo Rafael Perez, da Suno Research, a combinação entre demanda elevada por trabalho, baixos níveis de desemprego e aumento real do salário mínimo explica o aumento nos rendimentos. A Gig Economy e a expansão dos benefícios sociais também impactam a participação no mercado, reduzindo a oferta disponível para funções de menor renda.

Com a renda mais alta, o consumo de serviços mantém a pressão sobre a inflação, o que dificulta uma reação mais forte da política monetária, mesmo com juros elevados. A projeção da XP indica que a taxa de desemprego deve subir levemente para cerca de 5,7% no fim de 2026, com crescimento real da massa salarial de 4% neste ano e 3% no próximo.

Esse contexto sinaliza que o mercado de trabalho deverá continuar sustentando a atividade econômica brasileira, mesmo com desaceleração esperada do PIB em 2026.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.