O Indicador de Incerteza Econômica (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas subiu 12,6 pontos em janeiro, chegando a 117,1, o maior valor desde abril de 2025. Essa alta reflete o aumento das tensões globais, como a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e as políticas tarifárias unilaterais aplicadas por Washington.
A economista Anna Carolina Gouveia destaca que as recentes declarações dos EUA sobre possíveis reivindicações na Groenlândia também contribuíram para a alta da insegurança econômica mundial. Esses fatores pressionaram o componente de Mídia do IIE-Br, que alcançou 122,5 pontos, nível mais alto desde novembro de 2021.
Além disso, as crises envolvendo o Banco Master tiveram impacto menor, mas significativo, no aumento da incerteza fiscal no Brasil. Por outro lado, o componente de Expectativas — que mede a dispersão de projeções para variáveis econômicas no horizonte de 12 meses — caiu pelo quarto mês seguido, indicando menor volatilidade nas previsões dos especialistas.
Segundo a especialista da FGV, a incerteza econômica deve permanecer alta nas próximas semanas, influenciada principalmente pela evolução das disputas internacionais e pela proximidade das eleições presidenciais brasileiras.
O ambiente global de instabilidade, marcado pelas medidas e tensões envolvendo os EUA, tem sido o principal motor do cenário atual, colocando a economia brasileira em um patamar de alerta que merece atenção para os desdobramentos futuros.
Via InfoMoney