Descoberta de réptil fóssil no RS revela ligação antiga entre Brasil e África

Nova espécie fóssil descoberta no RS reforça vínculo biogeográfico entre Brasil e África no Triássico.
31/01/2026 às 08:43 | Atualizado há 2 dias
               
Descoberta no RS, novo dinossauro antepassado dos crocodilos tem parente na Tanzânia. (Imagem/Reprodução: Super)

Uma nova espécie de réptil fóssil, o Tainrakuasuchus bellator, foi encontrada no Rio Grande do Sul, datando de 240 milhões de anos. Essa descoberta mostra uma ligação antiga entre Brasil e África, pois seu parente mais próximo viveu na Tanzânia, ambos no supercontinente Pangeia.

Esse réptil pertencia aos pseudossúquios, ancestrais dos jacarés atuais, e media cerca de 2,5 metros. Ele era carnívoro e tinha uma mandíbula fina, que sugeria agilidade para capturar presas. Os fósseis foram achados no Geoparque Quarta Colônia, em Dona Francisca (RS), onde evidências únicas foram encontradas.

A semelhança com uma espécie africana confirma a conexão biogeográfica entre os continentes no Triássico. Essa descoberta amplia o entendimento da diversidade dos primeiros répteis próximos aos crocodilos e das relações biogeográficas antes da separação continental.

Uma nova espécie de réptil fóssil, nomeada Tainrakuasuchus bellator, foi descoberta no Rio Grande do Sul, datando de cerca de 240 milhões de anos, no Período Triássico. A descoberta reforça a antiga ligação entre Brasil e África, já que seu parente mais próximo viveu na Tanzânia, ambos compartilhando a fauna do supercontinente Pangeia.

Este animal pertencia aos pseudossúquios, grupo ancestral dos jacarés e crocodilos atuais, que dominavam os ecossistemas terrestres antes do surgimento dos dinossauros. O Tainrakuasuchus bellator media cerca de 2,5 metros, era carnívoro e possuía uma mandíbula fina, sugerindo agilidade ao capturar presas.

Os fósseis foram encontrados no Geoparque Quarta Colônia, em Dona Francisca (RS), e se mostraram únicos ao serem comparados com outros espécimes brasileiros e africanos. A semelhança com a espécie africana Mandasuchus tanyauchen confirma a conexão biogeográfica entre os continentes naquela época.

Além de pseudossúquios, registros fósseis indicam que os dois continentes também partilhavam precursores dos dinossauros e de mamíferos, comprovando ecossistemas complexos e relacionados no Triássico. Os dinossauros, ainda em seus estágios iniciais, coexistiam com essas linhagens, que revelam uma história evolutiva comum e uma fauna distribuída pela antiga Pangeia.

O Tainrakuasuchus bellator oferece uma janela para essa era longínqua, elucidando a biodiversidade e as relações entre continentes antes da separação física que hoje conhecemos. A descoberta amplia o conhecimento sobre a diversidade dos primeiros répteis semelhantes a crocodilos e suas adaptações em ecossistemas antigos.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.