A Miura foi uma montadora brasileira fundada em 1977 no Rio Grande do Sul, que ganhou destaque na indústria nacional com carros esportivos artesanais e tecnologia inovadora para a época, como o sintetizador de voz que alertava o motorista.
A empresa produziu cerca de 3.500 veículos até o início dos anos 1990, quando a abertura do mercado a montadoras estrangeiras tornou a concorrência insustentável. Em 1992, a Miura encerrou a produção após tentar diversificar com uma picape que não teve sucesso financeiro.
Hoje, a Miura é lembrada por colecionadores e entusiastas, e seus veículos são valorizados em eventos históricos do setor automotivo. Houve uma tentativa de relançamento da marca em 2007, interrompida pela pandemia.
A indústria automotiva brasileira enfrentou muitos desafios para se consolidar, mas a Miura, montadora gaúcha fundada em 1977, destacou-se ao fabricar carros esportivos artesanais. Criada por Iltemar Gobbi e Aldo Besson, a marca ganhou destaque com veículos feitos sob medida, focados em design e desempenho para uso urbano.
A Miura lançou modelos com carroceria de fibra de vidro, faróis escamoteados e interiores elegantes. Entre as inovações, alguns modelos contavam com tecnologias como controle remoto para partida, luzes de neon e, principalmente, um sintetizador de voz que alertava o motorista sobre cinto de segurança, abastecimento e manutenção.
Produzidos em pequenas quantidades, os carros eram alternativas acessíveis em um mercado restrito, pois marcas estrangeiras de luxo, como Porsche e Lamborghini, tinham acesso limitado ao Brasil no período. Entre os principais modelos estão o Miura Sport (1977), Miura Targa e Spider (1983) e Miura Saga, com recursos avançados para a época.
No início dos anos 1990, a abertura do mercado brasileiro a montadoras internacionais trouxe uma concorrência que a Miura não conseguiu enfrentar. Em 1992, a empresa encerrou a produção de seus veículos após lançar uma picape BG Truck, que não se susteve financeiramente.
A Miura produziu cerca de 3.500 carros durante sua existência, tornando-se hoje uma marca querida por colecionadores e fãs, que se reúnem em eventos para preservar a história desse ícone da indústria nacional. Em 2007, seus direitos foram adquiridos pela Rangel & Lima, que tentou relançar a marca, mas a pandemia interrompeu o projeto.
Via TecMundo