CVM abre dois novos inquéritos para investigar fraude na Americanas

CVM instaurou dois inquéritos para apurar irregularidades financeiras na Americanas após fraude contábil bilionária.
31/01/2026 às 12:03 | Atualizado há 4 horas
               
CVM investiga nova fraude contábil na Americanas em dois inquéritos administrativos. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou dois novos inquéritos em janeiro de 2026 para aprofundar as investigações sobre fraudes contábeis na Americanas. As apurações envolvem bancos, administradores, intermediários e a atuação dos conselhos da empresa.

Desde 2023, a CVM analisa um rombo bilionário causado por registros financeiros manipulados para manter preços atraentes das ações. As investigações incluem a auditoria da PwC e possíveis casos de uso de informação privilegiada.

Executivos e diretores são alvo de processos administrativos com acusações de divulgar informações falsas e manipular preços. O processo segue com defesa legal para os envolvidos antes do julgamento.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu um novo passo nas investigações relacionadas à fraude contábil da Americanas. Em 15 de janeiro de 2026, foram instaurados dois inquéritos para aprofundar a análise sobre irregularidades financeiras e responsabilidades dentro da empresa e seus parceiros comerciais.

O primeiro inquérito mira bancos, administradores e intermediários envolvidos em operações com a Americanas, antiga B2W e Lojas Americanas, especialmente ligados à emissão de valores mobiliários no mercado de capitais. O segundo investiga se conselhos e comitês da companhia cumpriram adequadamente suas funções na divulgação das informações financeiras.

Desde janeiro de 2023, quando a fraude contábil veio à tona, foi revelado um rombo bilionário causado por registros incorretos em operações de risco sacado. A CVM identificou que as inconsistências não se tratavam de simples erros, mas de práticas contábeis que alteravam artificialmente os resultados apresentados.

Essas ações visavam a manter preços mais atraentes das ações da empresa. A autarquia utilizou documentos, mensagens e técnicas avançadas de análise de dados para a apuração. Com o encerramento de uma etapa, foram abertos processos administrativos que envolvem executivos e membros da diretoria, com acusações que incluem divulgação de informações falsas e manipulação de preços.

As investigações continuam, incluindo apurações sobre a atuação da PwC como auditora em 2021 e possíveis casos de uso de informação privilegiada vinculados à empresa e terceiros. Os acusados terão oportunidade legal para apresentar defesa antes do julgamento pelo colegiado da CVM.

Via Money Times

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