Uma missão espacial programada para fevereiro irá estudar os efeitos da meditação em astronautas e os impactos da microgravidade nos olhos humanos. A equipe de quatro membros será lançada a bordo da Crew Dragon, da SpaceX, para uma estadia de oito meses na Estação Espacial Internacional.
Liderada pela astronauta Jessica Meir, a tripulação inclui especialistas da NASA, ESA e cosmonautas russos. O foco da missão é avaliar como a meditação pode ajudar no bem-estar dos astronautas e investigar a síndrome neuro-ocular, que afeta a visão após exposição prolongada à gravidade zero.
Além disso, a missão fará simulações de alunissagem para analisar mudanças na pilotagem entre gravidade e microgravidade. O estudo contribuirá para futuras viagens à Lua e Marte, especialmente diante dos desafios da saúde ocular em ambientes espaciais.
Uma missão espacial programada para fevereiro investigará os impactos da meditação em astronautas e os efeitos da microgravidade nos olhos humanos. A equipe, formada por quatro membros, decolará a bordo da Crew Dragon, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, com previsão de oito meses na Estação Espacial Internacional (ISS).
Comandada pela astronauta Jessica Meir, que retorna à ISS, a tripulação inclui o piloto Jack Hathaway, a especialista francesa Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, e o cosmonauta russo Andrey Fedyaev. Adenot é a segunda mulher francesa astronauta após Claudie Haigneré.
Um dos focos da missão é analisar como a prática da meditação e atenção plena pode beneficiar os astronautas durante longos períodos fora da Terra. Meir destacou que elas irão testar exercícios relacionados a esse tema, buscando entender os efeitos positivos para o bem-estar em ambientes espaciais.
A missão também realizará simulações de alunissagens para estudar as transições entre gravidade e microgravidade e como elas influenciam a capacidade de pilotagem. Outro ponto é o estudo contínuo da síndrome neuro-ocular, que provoca alterações na visão após a exposição prolongada à gravidade zero.
Essa síndrome pode achatam a parte posterior dos globos oculares, afetando a visão de alguns astronautas, o que ainda precisa ser compreendido para futuras missões à Lua e a Marte. A missão foi antecipada para 11 de fevereiro após a evacuação prematura de uma tripulação anterior e ainda pode ter sua partida ajustada devido à sobreposição com o lançamento do Artemis 2, primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.
Via Folha de S.Paulo