Temores aumentam após Trump estimular desvalorização do dólar

Tensão no dólar cresce com política de Trump e incertezas nos mercados financeiros globais.
31/01/2026 às 17:41 | Atualizado há 3 dias
               
O dólar alcançou sua menor cotação desde 2022, refletindo fraqueza cambial. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Nos últimos dias, o dólar enfrentou sua maior queda desde 2018, influenciado por declarações do ex-presidente Donald Trump que reacenderam apostas na desvalorização da moeda. Essa movimentação gerou instabilidade e incertezas entre investidores.

O índice Bloomberg Dollar Spot caiu cerca de 10%, levando o dólar ao nível mais baixo desde 2022. Fatores como a volta das ameaças tarifárias, expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve e tensões políticas internas nos EUA contribuem para essa tendência de baixa, afetando a confiança na moeda.

Além disso, há especulações de que o governo americano pode estar aceitando um dólar mais fraco para favorecer exportações e estimular a competitividade, o que pode refletir numa possível mudança estrutural do papel do dólar como moeda de reserva global.

Nos últimos dias, o dólar sofreu sua maior queda desde as tensões tarifárias de 2018, influenciada por movimentos no mercado financeiro que refletem uma “aposta na desvalorização”. O recuo tem ligação direta com ações e declarações do ex-presidente Donald Trump, cuja política “America First” reintroduz incertezas para investidores estrangeiros e impacta a confiança na moeda americana.

O índice Bloomberg Dollar Spot caiu quase 10% no período, trazendo o dólar ao menor patamar desde 2022. A volta das ameaças tarifárias, pressões para o Federal Reserve cortar juros e discordâncias sobre o controle da Groenlândia fizeram com que investidores reduzissem sua exposição à moeda. Além disso, crescentes riscos fiscais e polarização política interna ampliaram as dúvidas.

Investidores também passaram a buscar proteção contra queda adicional, o que intensifica a desvalorização e pode afetar valores de ações e títulos americanos. Apesar do discurso oficial, especula-se que o governo admite um dólar mais fraco para favorecer a competitividade das exportações.

Outros fatores como expectativas de cortes nos juros pelo Fed e a recuperação econômica global contribuem para a tendência de baixa. Analistas apontam que essa movimentação sinaliza uma possível mudança estrutural na posição do dólar como moeda de reserva global, com investidores buscando alternativas fora dos Estados Unidos.

O secretário do Tesouro ressaltou que o governo mantém apoio a uma moeda forte, mas o cenário atual mostra uma transição gradual para um panorama menos centrado no dólar. Ao mesmo tempo, o aumento da dívida pública americana reforça a necessidade de equilíbrio para evitar instabilidades cambiais que elevem custos de financiamento.

Via InfoMoney

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