Experimento dos EUA para ensinar golfinhos a falar inglês nos anos 1960

Nos anos 1960, cientistas americanos tentaram ensinar golfinhos a falar inglês, mas o experimento não teve sucesso.
31/01/2026 às 18:42 | Atualizado há 10 horas
               
Cenário divertido e inesperado que combina ciência, natureza e surpresa em uma imagem única. (Imagem/Reprodução: Super)

Nos anos 1960, um experimento nos Estados Unidos buscou ensinar golfinhos a falar inglês. Liderado pelo Dr. John Lilly, o estudo pretendia criar uma comunicação inteligente entre humanos e golfinhos por meio de sons da língua inglesa.

O projeto contou com a pesquisadora Margaret Howe Lovatt, que morou no tanque com um golfinho chamado Peter para facilitar o aprendizado. Apesar dos esforços, dificuldades como comportamentos inesperados do animal e falta de sucesso na comunicação verbal levaram ao fim do estudo.

Nos anos 1960, um experimento curioso nos Estados Unidos tentou ensinar golfinhos a falar inglês. Liderado pelo Dr. John Lilly, o projeto buscava uma forma de comunicação inteligente entre humanos e golfinhos. Lilly acreditava que, com treinamento, esses animais poderiam reproduzir sons da língua inglesa e até participar de diálogos humanos.

O laboratório chamado Dolphin House, localizado no Caribe, abrigava três golfinhos: Peter, Pamela e Sissy. A pesquisadora Margaret Howe Lovatt, sem formação científica formal, passou a morar no tanque com Peter para aumentar a proximidade e o aprendizado. Ela tentava ensinar o golfinho a repetir palavras e sons, numa rotina intensa de convivência.

No entanto, o projeto encontrou desafios inesperados: Peter apresentava comportamentos sexuais direcionados à pesquisadora, o que interferia no treinamento. Margaret acabou lidando com a situação manualmente para evitar interrupções frequentes nas sessões. Apesar dos esforços, não houve sucesso na comunicação verbal entre golfinhos e humanos.

O financiamento governamental do estudo caiu, e o projeto foi encerrado após alguns meses. Peter foi transferido para outro laboratório, onde acabou se suicidando, fato ligado ao controle consciente da respiração dos golfinhos, indicando depressão. John Lilly continuou seu trabalho com cetáceos usando métodos como telepatia e música, mas nunca conseguiu um diálogo eficaz.

Essa experiência ilustra os limites e as dificuldades na tentativa de ensinar golfinhos a falar inglês, uma ideia que, apesar de atraente, não passou de uma curiosidade científica com desfecho frustrante.

Via Super

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