A Polícia Federal proibiu as gravações da oitava temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” em áreas restritas dos aeroportos brasileiros. A decisão visa garantir o cumprimento das normas de segurança da aviação civil estabelecidas pela ANAC.
As filmagens já tinham autorização nas temporadas anteriores, mas agora o acesso foi revogado, principalmente no Aeroporto de Guarulhos. A PF considera essas áreas como zonas de risco e restringe atividades que não façam parte da operação direta dos aeroportos.
Há um debate em curso sobre o equilíbrio entre a transparência na mídia e a proteção das infraestruturas críticas da aviação. A produtora questiona a restrição, alegando que as filmagens não prejudicam a segurança.
A Polícia Federal interrompeu as gravações da oitava temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” em áreas sensíveis dos aeroportos do Brasil. A decisão, tomada em janeiro de 2026, justifica-se pela necessidade de respeitar normas rígidas de segurança da aviação civil, conforme estabelece a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Produzida pela Moonshot e veiculada no Discovery e HBO Max, a série acompanha operações em aeroportos como Viracopos, Galeão e Pinto Martins. As temporadas anteriores receberam autorização da Polícia Federal para filmagens nas áreas restritas, onde agentes atuam no controle de fronteiras e fiscalização.
Agora, a revogação das credenciais proibiu o acesso da equipe a essas zonas, especialmente no Aeroporto de Guarulhos, impedindo a captação de imagens desses locais. A PF declarou que essas áreas restritas são classificadas como zonas de risco e possuem controle rigoroso, excluindo atividades que não integrem a operação direta do aeroporto, como as produções audiovisuais.
Segundo a nota da Polícia Federal, a gravação de procedimentos e estruturas fundamentais para a segurança da aviação são vetadas pelas normas da ANAC. A produtora contestou, afirmando que as filmagens desde dezembro de 2025 ocorreram com apoio de várias agências, sem prejuízo à segurança, e questionou o limite da atuação estatal contra eventos midiáticos.
O debate permanece sobre o equilíbrio entre o acesso à informação e a proteção das infraestruturas críticas ligadas ao setor aeroportuário.
Via Danuzio News