Análise aponta limitações do sistema antimíssil americano THAAD

Sistema de defesa THAAD tem limitações contra múltiplos ataques e altos custos. Saiba mais sobre seus desafios operacionais.
02/02/2026 às 08:43 | Atualizado há 16 horas
               
THAAD pode ser saturado por múltiplos alvos, revelando vulnerabilidades do sistema. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O sistema de defesa antiaérea e antimíssil americano THAAD enfrenta desafios importantes diante de ataques com grande número de alvos, o que pode reduzir sua efetividade. O alto custo dos interceptadores também limita o uso do sistema em cenários de conflito intenso.

Apesar de reduzir a ameaça dos mísseis, o THAAD não garante proteção total. Especialistas destacam a necessidade de atualizações para enfrentar novas armas, como as hipersônicas, para manter a relevância do sistema.

Atualmente, os Estados Unidos operam algumas baterias do THAAD, com outros países como Emirados Árabes e Arábia Saudita também utilizando o sistema, mas o modelo precisa melhorar para responder a simultâneos e volumosos ataques.

O sistema de defesa antiaérea e antimíssil americano THAAD apresenta limitações significativas frente a ataques coordenados com grande volume de alvos. Segundo o portal 19FortyFive, o sistema pode ser sobrecarregado quando enfrenta uma quantidade elevada de mísseis, comprometendo sua eficiência. Os interceptadores do THAAD são caros, o que limita sua capacidade operacional em conflitos intensos.

O sistema não elimina completamente as ameaças de mísseis, mas reduz sua confiabilidade, conforme detalhado na análise. A revista Defense News já havia destacado anteriormente a vulnerabilidade do Exército dos EUA devido ao número restrito de mísseis para esses sistemas.

Cada bateria do THAAD custa cerca de US$ 800 milhões para os Estados Unidos, valor que ultrapassa US$ 1 bilhão para clientes internacionais. Atualmente, os EUA operam entre 7 e 8 baterias, enquanto Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita também utilizam o sistema.

O artigo indica que o THAAD continuará fazendo parte da estratégia multinível de defesa, porém a necessidade de atualizações é premente para lidar com ameaças emergentes, como os sistemas de armas hipersônicas. Essa adaptação é fundamental para manter a relevância enquanto outras tecnologias avançam.

A sobrecarga por múltiplos alvos e o custo elevado dos interceptadores são os principais pontos que limitam a eficiência do sistema, colocando desafios para sua aplicação em possíveis cenários de conflito de alta intensidade.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.