Metais Preciosos em Queda após Nomeação no Federal Reserve e Queda Histórica

Ouro e prata seguem em baixa após indicação para presidência do FED e queda histórica na última sexta-feira.
02/02/2026 às 10:02 | Atualizado há 5 horas
               
Notícias e indicadores que impactam os mercados na abertura desta segunda, 2 de fevereiro. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O ouro e a prata iniciam a semana com fortes quedas, reflexo da indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve dos EUA.

Essa nomeação renovou a confiança no fortalecimento do dólar, provocando realização de lucros e queda nos preços dos metais, que já haviam recuado significativamente na sexta-feira passada.

O movimento destaca a sensibilidade dos mercados de metais preciosos à política monetária americana, com impactos também observados no petróleo e nas bolsas globais, em meio a um cenário de incertezas econômicas.

Na abertura desta semana, os preços dos metais preciosos enfrentam forte correção após a indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (FED), banco central dos Estados Unidos. Essa nomeação pelo presidente Donald Trump aumentou a realização de lucros, intensificando o recuo do ouro e prata, que já haviam sofrido quedas expressivas na sexta-feira.

O preço dos metais preciosos apresenta quedas significativas, com o ouro recuando cerca de 12% desde quinta-feira. Só na última sexta-feira, a queda ultrapassou 9%, o pior desempenho diário desde 1983, e o metal voltou a perder cerca de 3% na madrugada de segunda. A prata teve queda ainda mais abrupta, despencando mais de 31% na sexta, seu pior dia desde 1980, com nova baixa de 3% esta manhã.

Esse movimento reflete o desmonte de posições alavancadas e chamadas de margem, após semanas de alta consecutiva dos preços. O dólar fortalecido, impulsionado pela confiança renovada na independência do FED sob Warsh, pressiona ainda mais esses ativos, minando a tese que sustentava a valorização dos metais, baseada no enfraquecimento estrutural da moeda americana.

O petróleo também acompanha o tom negativo, com o barril do tipo Brent caindo cerca de 5%, devido à combinação do dólar forte e a expectativas positivas sobre negociações entre EUA e Irã, reduzindo tensões geopolíticas.

Nos mercados globais, bolsas operam em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário econômico incerto e das principais leituras dos indicadores industriais nos EUA e Brasil para janeiro, que captam o reposicionamento das apostas no ambiente macroeconômico.

O episódio evidencia a sensibilidade dos preços dos metais preciosos e commodities em geral à política monetária americana, lembrando que simples sinais sobre liderança do FED podem provocar ajustes rápidos e profundos nos mercados.

Via Forbes Money

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.