O iFood é líder no mercado brasileiro de delivery há anos, mas um analista chinês aponta que a liderança pode estar ameaçada. Segundo ele, há espaço no mercado para crescimento de concorrentes com tecnologia mais avançada.
A disputa inclui a Keeta, app chinês que já atua no Brasil e pode superar o iFood em até três anos. Fatores como maior eficiência e estratégias agressivas de taxa tornam essa competição acirrada.
Além disso, a regulamentação do setor no Brasil pode impactar custos e competitividade, exigindo do iFood adaptações para manter sua posição.
O iFood domina o mercado de delivery de alimentos no Brasil há anos, sendo referência no setor como Uber e Airbnb são em suas áreas. No entanto, segundo Yuan, analista chinês e fundador da EqualOcean, esse domínio pode não durar muito. Yuan avalia que existe um espaço significativo ainda não explorado no mercado nacional, o que cria oportunidade para uma mudança na liderança atual.
A perspectiva dele baseia-se em três pontos principais: o fim do conforto do iFood, que passou anos quase sem concorrência forte; a disputa com empresas focadas em tecnologia para melhorar a eficiência das entregas; e a entrada forte da Keeta, app chinês controlado pela Meituan, que já mira um lugar de destaque no mercado brasileiro.
Yuan prevê que, mesmo que o iFood mantenha seu volume, a Keeta pode superar o aplicativo nacional ao captar o crescimento da demanda, chegando a tomar a posição de líder em até três anos. O iFood nasceu em 2011 e manteve liderança graças à escala, tempo de operação e criação de um ecossistema integrado de serviços para restaurantes.
Nos últimos anos, rivais como Glovo, Uber Eats e 99Food saíram ou reduziram atuação, mas o cenário voltou a mudar em 2025 com a reentrada da 99Food e a expansão da Keeta. Essas empresas apostam em estratégias agressivas, como subsídio e taxas menores, pressionando o mercado.
Além disso, a regulamentação do setor, ainda em discussão no Brasil, poderá impactar custos e funcionamento dos apps. Especialistas indicam que o iFood precisa melhorar eficiência e ajustar taxas para continuar competitivo diante dos concorrentes com tecnologia avançada.
Via TecMundo